Porto Alegre - O time fez a sua parte. Aplicou goleada no Gre-Nal, deixou a torcida em estado de graça, salvou a pele dos dirigentes. Na terça-feira, foi a vez do outro lado. O presidente José Alberto Guerreiro conversou por mais de uma hora com os jogadores na sala de conferências do Olímpico sobre o atraso nos salários. Por enquanto, só pode prometer empenho em arrumar dinheiro.
Guerreiro se reunirá nesta quarta no Rio com executivos da ISL, que pediu concordata em uma corte suíça para evitar a falência. Antes velado, o não-pagamento virou assunto em todos os cantos no Olímpico. Não há mais como evitar. Tinga, por exemplo, tem pendências ainda do Botafogo-RJ, somando quase meio ano sem ver dinheiro. Os jogadores gostaram da conversa, mas revelaram que houve apenas promessa de empenho dos dirigentes em resolver a situação o mais rápido possível.
"O presidente nos deu satisfações. Ele disse que está correndo atrás e não há porque duvidar dele", afirmou o lateral-esquerdo Rubens Cardoso.
Com uma folha cara mesmo depois de mandar algumas das estrelas embora – Paulo Nunes, Amato e Astrada –, a situação é emergencial. As despesas serão cortadas em todos os setores do clube. Existe a possibilidade de demissão de funcionários com salários mais altos, como forma de redução drástica de custos. Até telefones celulares foram cortados por falta de pagamento.