Rio - O desespero de centenas de vítimas da queda do alambrado não foi capaz de sensibilizar o presidente eleito do Vasco, Eurico Miranda. Ao mesmo tempo em que pedia para alguns feridos se levantarem do gramado para a continuidade da decisão, algumas ambulâncias eram impedidas de entrar no Estádio de São Januário para prestar socorro.
Presente ao Departamento Médico do Vasco, o doutor Édson José Almeida garante que, na tentativa de apressar o reinício da decisão, algumas viaturas ficaram proibidas de acessarem ao Estádio de São Januário. “Quando os atendimentos estavam em fase terminal no campo, o jogo ia ser reiniciado. Aí, algumas ambulâncias foram proibidas de entrar em São Januário”, disse.
O médico, no entanto, faz questão de exaltar a solidariedade de muitos torcedores e empresas, que colocaram à disposição do Corpo de Bombeiros e dos médicos algumas viaturas para agilizar a remoção dos feridos no acidente. “O atendimento foi satisfatório. A equipe médica foi reforçada, os próprios torcedores colaboraram e uma empresa particular colocou sua operação de resgate à disposição”, afirmou o médico.
Ele, inclusive, ressalta que em meio a tantos feridos foi feita uma triagem de emergência, onde os feridos com mais gravidade ganhavam prioridade de atendimento, e enaltece o departamento médico do clube. “Quem estava mais grave, era atendido primeiro. Mas chegava muita gente. Os enfermeiros foram solicitados e agiram muito bem”, elogiou Édson José Almeida.