Sydney - O técnico da equipe brasileira de saltos na Olimpíada de Sydney, Nelson Pessoa Filho, já definiu a ordem de apresentação dos cavaleiros na competição por equipes nos Jogos. André Johannpeter, com Calei, vai abrir a disputa, seguido de Luiz Felipe Azevedo, com Ralph, e Álvaro Affonso de Miranda Neto, com Aspen. Rodrigo Pessoa, montando Baloubet du Rouet, vai fechar a apresentação do time.
O treinador diz que fez sua escolha baseado na personalidade dos quatro ginetes da equipe olímpica brasileira. Segundo ele, na competição individual de saltos, cerca de 70% do resultado depende do cavalo, mas quando o assunto é prova por equipes, a uma correta combinação dos cavaleiros, baseada suas características psicológicas, pode ser decisiva para um bom resultado.
"O André é um cavaleiro mais frio e costuma ser muito regular nas competições: não importando a situação em que se encontre sempre consegue uma mesma performance", diz Neco. "Por isso ele é a pessoa ideal para abrir a competição."
Luiz Felipe Azevedo, segundo o técnico, será o segundo porque é um cavaleiro que costuma ter melhor desempenho atuando sobre pressão. "É o tipo de pessoa que, se chegar atrasado em uma competição e tiver de entrar direto para a pista pode se sair melhor do que se disputasse a prova em condições normais", diz Neco. A segunda apresentação costuma apontar as equipes que serão as favoritas à disputa de medalhas.
O terceiro a entrar na pista será Álvaro Affonso de Miranda Neto. Para Neco, Doda é um cavaleiro que costuma fazer suas melhores apresentações em uma situação de maior tranqüilidade. "Ele costuma se sair muito bem quando o resultado está mais definido", explica o técnico da seleção.
Rodrigo Pessoa será o último a entrar na pista. Neco explica que nas competições por equipes, normalmente o melhor cavaleiro costuma encerrar a apresentação. Rodrigo é o atual campeão mundial e o primeiro colocado do ranking mundial.
Sábado foi dia de preocupação para Marcelo Tosi. Seu cavalo, Avalon, apresentou problemas na pata dianteira esquerda e passou por um exame de ressonância magnética. Segundo o veterinário da equipe, Cyro Rivaldo Filho, o cavalo apresentou um problema no tendão, que, no entanto, não deverá ameaçar a presença do cavaleiro nos Jogos.
O dia também marcou o fim da quarentena no Horsley Park, local das competições de hipismo olímpico. A equipe brasileira de saltos e Concurso Completo de Equitação (CCE), participou das competições simuladas de saltos com o objetivo de testar os cavalos e aperfeiçoar a técnica. Os resultados foram bons para Doda e Felipinho, que conseguiram passar pela pista sem faltas. O primeiro saltou obstáculos de 1,40 m e o segundo de 1,30 m.
Foi o primeiro dia de Serguei Foffanof junto com a delegação do CCE. O cavaleiro chegou da Nova Zelândia, onde treina, e espera por sua égua, Sandeston, que ficou no país. Jorge Ferreira da Rocha, do adestramento, também treinou, mas preferiu não participar do simulado realizado para os cavaleiros da sua modalidade.
Agência Estado