Belo Horizonte - Mais adaptado ao clube e à cidade, Sérgio Manoel vai, aos poucos, imprimindo sua marca no Cruzeiro. Na vitória sobre o Palmeiras, por 2 a 0, quinta-feira, pela Copa Mercosul, ele fez o segundo gol, com um chute forte da intermediária, uma de suas características. “Um gol que, com certeza, vai me dar mais confiança daqui para frente. Além disso, espero que venham outros", diz, confiante, o apoiador de 28 anos. “Foi minha melhor partida no Cruzeiro e acho que, a partir do jogo contra o Gama, ainda posso subir de produção", acrescenta.
Sérgio Manoel conta que, desde o início da carreira, sempre arriscou chutes de longa e média distâncias ao gol adversário. Agora, no Cruzeiro, ele está dando apenas seqüência a este trabalho. “Já fiz gols desse tipo no Botafogo, do Rio de Janeiro, no ano passado, e também no Santos, em 1992. E a cada dia procuro me aprimorar tanto em cobranças de falta quanto nos chutes de fora da área, nos treinamentos na Toca da Raposa", explica.
O apoiador diz que se inspira no lateral-esquerdo Roberto Carlos, da Seleção Brasileira e Real Madrid, da Espanha, que possui um chute forte. “Procuro aliar força e técnica. E quem consegue fazer isso bem é o Roberto Carlos, que alia essa qualidades, além da precisão nos arremates."
Para Sérgio Manoel, o gol marcado contra o Palmeiras apresenta algumas dificuldades para a sua consecução. “Além da bola rolando, o gramado apresenta irregularidades, o que dificulta o arremate. Mas na hora em que recebi a bola do Fábio Júnior, bati sabendo que seria gol. Estava convicto de que tinha pegado bem e era só esperar a bola entrar para comemorar", garante o apoiador.
Ele não imagina qual a velocidade da bola no gol que enganou o goleiro Sérgio, do Palmeiras, na terceira vitória do Cruzeiro na Copa Mercosul. “Antes, na TV, tinha nos programas esportivos um quadro sobre a velocidade que a bola pegava no chute dos jogadores. Num gol que fiz, a velocidade apontada foi de 107 quilômetros", lembra.