Belo Horizonte - O armador Ramón está se recuperando de uma lesão muscular na coxa esquerda, mas continua fora da equipe. Ele foi liberado ontem para os treinamentos físicos leves como corrida. Ramon se contundiu contra o Vasco, pela Copa Mercosul, e participou das partidas contra Flamengo e Corinthians, pela Copa João Havelange.
O atacante Guilherme não está preocupado com o comportamento da torcida do Atlético. Quinta-feira, no Mineirão, contra o Corinthians, alguns atleticanos gritaram o nome de Valdir “Bigode", quando Guilherme errou uma jogada. Quando perceberam que Valdir nem estava no banco de reservas, os torcedores passaram a pedir por André. Isso aconteceu no início do segundo tempo, quando a partida estava empatada em 1 a 1. “Os torcedores agem com a paixão. Depois que marquei o gol, eles passaram aplaudir meus acertos e, inclusive, meus erros." Para ele, a manifestação foi setorizada.
Para Guilherme, a vitória de 3 a 1 sobre o Corinthians marcou o início da reação do Atlético no Módulo Azul da Copa João Havelange. O artilheiro lamenta o técnico Carlos Alberto Parreira não tenho tido condições de repetir a escalação em dois jogos seguidos, por causa das contusões. “Os desfalques prejudicam bastante. Com a equipe completa, o Atlético tem condições de ganhar de qualquer equipe, em qualquer lugar", afirmou o atacante.
Guilherme sabe da responsabilidade que é bater um pênalti, mas mão abre de cobrá-los. “Assumo a responsabilidade. Os pênaltis têm surgido sempre quando estamos perdendo ou o placar está apertando. Nunca quando o jogo está fácil", comentou Guilherme. “Jamais apareceram tantos pênaltis para bater como está ocorrendo aqui no Atlético", afirmou. Ele revelou que tem procurado alterar as cobranças. “Não arrisco. Prefiro variar os cantos e sempre batendo forte."