Belo Horizonte - Contusões têm impedido ao técnico do Atlético, Carlos Alberto Parreira, de manter a escalação da equipe. O goleiro Velloso sofreu um estiramento muscular na coxa esquerda, ainda no primeiro tempo da partida de quinta-feira contra o Corinthians, e deverá ficar afastado de duas a três semanas para a recuperação. E o armador Lincoln também não deve enfrentar a Portuguesa, amanhã, no Estádio do Canindé, de acordo com informações do médico Rodrigo Lasmar.
“A participação de Lincoln contra a Portuguesa é muito difícil. Ele será reavaliado amanhã (hoje) cedo", disse Rodrigo Lasmar. Se o armador for vetado, Reidner pode jogar desde o início da partida. Isso se o técnico Carlos Alberto Parreira optar por uma marcação mais forte no meio-de-campo. Se o treinador do Atlético preferir uma formação mais técnica, pode escalar Fábio Mello.
Autor do terceiro gol na vitória sobre o Corinthians por 3 a 1, Reidner está na expectativa de ser titular amanhã. “Estou à disposição, mas a decisão cabe ao treinador", declarou o volante. “Minha felicidade foi dupla. Primeiro, voltei a jogar depois de todos os problemas que enfrentei. Também contribui para a vitória do Atlético sobre o Corinthians, que vinha levando a vantagem nos últimos confronto e conseguimos dar o troco", disse.
O volante está participando de seu sexto Campeonato Brasileiro (neste ano denominado Copa João Havelange) e no domingo marcou o segundo gol na competição. “Sempre joguei como primeiro volante. Depois que passei atuar ofensivamente, chuto mais a gol", afirmou.
Para o volante, os dois gols que fez foram importantes, principalmente o que o que marcou no dia 10 de novembro do ano passado na vitória do Botafogo/RJ por 1 a 0 sobre o Guarani, de Campinas. “Aquele gol marcado pelo Botafogo foi muito importante na minha carreira, porque impediu que o Botafogo caísse para a Segunda Divisão", enfatizou Reidner.
O volante esteve envolvido numa batalha judicial com o Botafogo, do Rio. Reidner, através da advogada Gislaine Nunes, entrou com uma ação na Justiça do Trabalho, requerendo o seu passe sob a alegação de que estava três meses sem receber salários e o clube carioca não depositava o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O jogador ganhou a causa em todas as instâncias e os dirigentes botafoguenses ameaçaram cortar as relações com o Atlético, caso escalasse Reidner. Isso porque existe um acordo entre os times que compõem o Clube do 13, de que nenhum deles deveria contratar jogadores que acionassem a Justiça comum. Mas os dirigentes de Atlético e Botafogo acabaram chegando a um acordo. O clube carioca liberou Reidner para atuar pelo time mineiro, que por sua vez, emprestou Emerson até dezembro e outro jogador no início do ano que vem. A transferência do goleiro foi adiada para janeiro.