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Festa junina e diabetes: 5 dicas para aproveitar as comidas típicas com equilíbrio

Com escolhas conscientes, é possível apreciar as celebrações sem abrir mão dos sabores tradicionais

9 jun 2026 - 16h30
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As festas juninas chegam com mesas fartas de doces, bebidas e pratos típicos e, para os pacientes diabéticos, a moderação é essencial. Itens como quentão, vinho, pé de moleque, paçoca, arroz-doce, canjica, bolo de milho e maçã do amor são ricos em açúcar e podem provocar picos glicêmicos com riscos imediatos à saúde.

Com escolhas conscientes, pessoas com diabetes podem aproveitar as festas juninas sem abrir mão dos sabores tradicionais
Com escolhas conscientes, pessoas com diabetes podem aproveitar as festas juninas sem abrir mão dos sabores tradicionais
Foto: Milton Buzon | Shutterstock / Portal EdiCase

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença, representando 6,9% da população nacional. Para essas pessoas, o cuidado com os hábitos em épocas comemorativas precisa ser redobrado.

"Muitos dos pratos tradicionais da temporada combinam altas quantidades de açúcar, carboidratos e sódio, ingredientes que podem favorecer alterações nos níveis de glicose no sangue e da pressão arterial, assim como as bebidas alcoólicas, os quais o consumo excessivo está associado ao maior risco de descontrole metabólico e cardiovascular, que podem causar complicações", explica Roberta Frota, endocrinologista do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas.

Com escolhas conscientes, porém, é possível aproveitar as celebrações sem abrir mão dos sabores tradicionais. A seguir, confira 5 dicas para manter o equilíbrio e aproveitar as comidas típicas com tranquilidade durante as festas juninas!

1. Faça refeições balanceadas antes dos eventos

Priorize alimentos ricos em proteínas e fibras, como aveia, chia, proteínas animais e vegetais, para aumentar a saciedade. "O ideal é evitar exageros em frituras, doces e bebidas alcoólicas, além de priorizar o controle de porções e preparações mais leves, sem farinha branca e sem açúcar refinado, usando farinha de aveia, de coco ou de amêndoas, e com a quantidade de milho reduzida, adicionando fibras como chia ou aveia", recomenda Isis Helena, nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, também da Rede Américas. 

2. Monitore a glicemia regularmente

Seguindo as orientações médicas, monitore a glicemia regularmente para evitar descompensações que podem trazer efeitos importantes para a saúde, tanto de forma imediata quanto ao longo do tempo. Casos mais graves podem resultar, inclusive, em complicações que exigem atendimento médico imediato. Esses desequilíbrios frequentes também aumentam o risco de problemas futuros nos olhos, rins e nervos, reforçando a importância de manter o controle da doença.

Homem, usando camisa xadrez e chapéu, bebendo água
Homem, usando camisa xadrez e chapéu, bebendo água
Foto: Portal EdiCase

A hidratação é fundamental para manter a glicemia sob controle (Imagem: fotografia juan reig | Shutterstock)

3. Beba água

É recomendado o consumo aproximado de dois litros de água por dia. A hidratação é fundamental para manter a glicemia sob controle. "É importante não chegar aos eventos com muita fome e manter uma boa hidratação ao longo do dia, o que ajuda a evitar excessos e contribui para o equilíbrio da glicemia e da pressão arterial", recomenda a nutricionista.

4. Não abandone a prática de atividade física

Manter uma rotina regular de exercícios físicos é fundamental para a saúde, especialmente para quem precisa controlar os níveis de glicose e pressão arterial. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, exercícios de baixa e média intensidade, como caminhada, corrida, pelada, natação e musculação, ajudam o organismo a utilizar melhor a glicose, favorecendo o controle do açúcar no sangue.

5. Respeite os horários das medicações

Seguindo as orientações médicas, tome os medicamentos nos horários prescritos e evite interromper o tratamento por conta própria. O uso correto das medicações é essencial para manter os níveis de glicose sob controle, reduzindo o risco de descompensações e complicações. Caso tenha dúvidas ou apresente efeitos colaterais, procure orientação profissional antes de fazer qualquer alteração no tratamento.

Por Bárbara Penha

Portal EdiCase
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