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Presidente do Fed de NY não vê necessidade urgente em cortar juros

18 abr 2024 - 10h52
(atualizado às 13h25)
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O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, disse nesta quinta-feira que a situação sólida da economia dos Estados Unidos significa que não há motivos urgentes para reduzir os juros no momento.

"Definitivamente, não sinto urgência em reduzir os juros", dada a atual solidez da economia, disse Williams na Cúpula de Economia Mundial da Semafor, em Washington.

"Temos uma economia forte, queremos uma economia forte, e isso tudo é uma ótima notícia", disse Williams. "Mas isso também significa que os juros que temos não causaram uma desaceleração excessiva da economia", o que defende a manutenção da estabilidade enquanto se trabalha para trazer a inflação de volta à meta de 2%.

Williams, que também atua como vice-presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto, que estabelece a política monetária, disse que continua esperando que as pressões sobre os preços retornem à meta.

"Minha expectativa é que, quando a inflação chegar a 2% de forma sustentada, e a economia estiver em bom equilíbrio, os juros precisarão ser reduzidos em algum momento", disse ele, acrescentando que "o momento em que isso ocorrerá será determinado pela economia".

Ele observou que o caminho para levar a inflação de volta à meta tem sido "um pouco acidentado", mesmo com a tendência geral de enfraquecimento das pressões sobre os preços.

Williams falou em um momento em que uma ampla gama de autoridades do banco central, incluindo o chair do Fed, Jerome Powell, tem se afastado de oferecer orientações sobre a perspectiva de cortes em breve.

As autoridades do Fed, que previram três cortes nos juros em 2024 na reunião de 19 e 20 de março, esperavam um afrouxamento bastante iminente até que dados inesperadamente robustos no início deste ano mostraram que a inflação está se mostrando mais duradoura.

Alguns bancos agora estão projetando que não haverá cortes neste ano, dado o vigor da economia e a inflação acima da meta. Os operadores e investidores têm reduzido o escopo de afrouxamento e adiado as possíveis datas de início de um corte do Fed, que tem  mantido os juros na faixa de 5,25% a 5,50% desde julho do ano passado.

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