Wall Street cai em meio à liquidação global por ameaças de tarifas de Trump sobre Groenlândia
Os três principais índices de Wall Street fecharam com suas maiores quedas em um dia em três meses nesta terça-feira, em uma ampla liquidação desencadeada por preocupações de que novas ameaças de tarifas do presidente Donald Trump contra a Europa podem sinalizar uma nova volatilidade do mercado.
O S&P 500 perdeu 2,06%, para 6.796,86 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq cedeu 2,39%, para 22.954,32 pontos. O Dow Jones caiu 1,76%, para 48.488,59 pontos.
Os três índices acionários dos EUA registraram seu pior desempenho em um dia desde 10 de outubro, em um pregão marcado por baixa demanda por risco generalizada, com o S&P 500 e o Nasdaq caindo abaixo de suas médias móveis de 50 dias.
Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrarão em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido -- todos já sujeitos às tarifas dos EUA.
As taxas de importação aumentarão para 25% em 1º de junho e continuarão até que se chegue a um acordo para que os EUA comprem a Groenlândia, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social. Líderes da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, e a Dinamarca insistiram que a ilha não está à venda.
Embora o humor de investidores tenha se desgastado na terça-feira, a pergunta que está sendo feita é se a Groenlândia representa uma liquidação repentina ou algo que terá implicações de longo prazo para os mercados.
"Ainda não cheguei a um ponto em que esteja disposto a dizer que o que está acontecendo com a Groenlândia e o ressurgimento da ameaça tarifária, para lá e para cá, precipitará uma correção nos mercados de ações", disse Jamie Cox, sócio-gerente do Harris Financial Group, acrescentando que ficará surpreso se houver uma queda de 3% a 5% nesta semana.