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Vieira diz esperar acordo do Mercosul com Emirados Árabes neste ano

16 set 2025 - 12h53
(atualizado às 14h45)
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta terça-feira que espera que um acordo comercial entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos seja concluído neste ano, durante a presidência brasileira do bloco sul-americano.

No Rio de Janeiro para a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e o Efta -- formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça --, Vieira também reiterou a expectativa de que o pacto comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado ainda neste semestre.

Na mesma linha, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também presente no evento, reforçou a expectativa de assinatura do acordo com a UE em 2025.

"O presidente Lula assinou Mercosul-Cingapura, agora Mercosul-Efta e até o fim do ano deve ser assinado Mercosul-União Europeia e está bem adiantada a possibilidade de Mercosul-Emirados Árabes", disse Alckmin a jornalistas.

O vice-presidente sinalizou ainda a possibilidade no futuro de se avançar para entendimentos comerciais com México e Índia.

Alckmin e Vieira reforçaram a busca do governo brasileiro e do Mercosul pela abertura de novos mercados em tempos de medidas protecionistas e unilaterais, especialmente dos Estados Unidos sob o governo do presidente norte-americano, Donald Trump.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, prometeu novas medidas contra o Brasil após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes em julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.

Trump impôs uma tarifa comercial de 50% sobre vários produtos brasileiros exportados aos EUA, citando o que chamou de "caça às bruxas" contra Bolsonaro. O governo norte-americano também revogou vistos de autoridades brasileiras e impôs sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso contra Bolsonaro no STF, acusando-o de ser um violador de direitos humanos.

Alckmin disse que uma eventual nova retaliação dos EUA contra o Brasil não tem justificativa econômica.

"Entendo que não há relação de decisão do Poder Judiciário com política tarifária. Imposto de importação é imposto de política regulatória. Não há relação entre decisão de outro Poder e política regulatória", disse.

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