Tyson Foods continua com operações limitadas em fechamento da fábrica nos EUA
A Tyson Foods continuará temporariamente a processar carne bovina para venda em um abatedouro que está fechando em Lexington, no estado norte-americano de Nebraska, informou o frigorífico nesta sexta-feira, oferecendo um breve alívio a 9% dos 3.200 trabalhadores da instalação.
A empresa disse em novembro que fecharia a fábrica de carne bovina por volta de 20 de janeiro, uma vez que a oferta restrita de gado aumentou os custos para os processadores dos EUA.
Em um novo aviso às autoridades de Nebraska esta semana, a Tyson disse que as demissões começaram naquela data, mas que estenderia o emprego de cerca de 292 trabalhadores por três a 185 dias para realizar tarefas relacionadas ao fechamento da fábrica. Menos da metade desses funcionários permanecerá até o final do mês.
"O processamento adicional limitado continuará em nossa unidade de Lexington durante esse período de transição", disse a Tyson em comunicado.
A oferta de gado nos EUA caiu para o nível mais baixo em quase 75 anos depois que uma seca persistente secou pastagens e levou pecuaristas a reduzirem rebanhos.
Os baixos estoques, aliados à forte demanda por carne bovina por parte dos consumidores, elevaram os preços da carne moída no varejo a um recorde de US$6,69 por libra-peso em dezembro, um aumento de 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Bureau of Labor Statistics.
Em outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava trabalhando para reduzir os preços da carne bovina, mas os preços da carne de hambúrguer e dos bifes continuaram a subir.
Embora os preços altos beneficiem a Tyson, a empresa também tem que pagar preços recordes para comprar gado para abate.
Em Nebraska, autoridades governamentais esperam que a Tyson venda a fábrica ou encontre outro uso para ela a fim de minimizar os danos econômicos a Lexington, que tem cerca de 10 mil habitantes. A Tyson disse que o complexo de carne bovina de Lexington está em operação desde 1990.