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Trump volta a defender que Fed corte taxas de juros 'agora'

'Será muito mais custoso para o Fed cortar profundamente se a economia, no futuro, passar a cair. É mais barato e, na verdade, produtivo, se mover agora', disse o presidente

22 jul 2019
11h18
atualizado às 17h57
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Em uma série de tuítes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pedir por reduções nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que se reúne na próxima semana para decidir o rumo da política monetária no país. "Será muito mais custoso para o Fed cortar profundamente se a economia, no futuro, passar a cair. É mais barato e, na verdade, produtivo, se mover agora", disse o presidente.

Na próxima semana, o Fed deve reduzir as taxas de juros americanas em 25 pontos-base, mostra a maioria (75,5%) das apostas monitoradas pelos contratos futuros dos Fed funds compilados pelo CME Group. A ferramenta aponta, ainda, que 24,5% das apostas indicam chance de um corte mais agressivo nos juros, de 50 pontos-base. Para Trump, o Fed elevou os juros e apertou a política monetária "muito e muito rapidamente". "Em outras palavras, eles erraram (fortemente!). Não errem novamente!", escreveu o presidente americano.

As críticas de Trump ao Fed têm ganhado força nos últimos meses à medida que o republicano pede para que o banco central reduza as taxas de juros como forma de apoiar a economia. Ele também tem questionado as medidas de outras autoridades monetárias e falado abertamente sobre o Banco Central Europeu (BCE) e sobre o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). Nesta segunda-feira, em seus tuítes, Trump não falou de nenhum banco central diretamente, mas disse ser "muito injusto" que outros países "manipulem suas moedas e injetem dinheiro".

Na avaliação do presidente, os EUA têm sido forçados a pagar uma taxa de juros muito mais alta do que outros países "desnecessariamente" devido a um Fed "desorientado" e em meio à "quase nenhuma inflação" em solo americano. Em seu perfil no Twitter, Trump também reclamou das políticas de aperto do banco central ao dizer que as medidas "tornam mais difícil para o nosso país competir".

Estadão
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