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Trump diz que EUA estão assumindo controle parcial das vastas reservas de petróleo da Venezuela

28 ago 2026 - 20h12
(atualizado às 23h02)
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Resumo
Donald Trump anunciou que os EUA assumirão o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de petróleo na Venezuela por meio de parcerias privadas. A iniciativa visa revitalizar o setor energético venezuelano e baratear os combustíveis para os americanos. Celebrado pela presidente interina Delcy Rodríguez como motor de recuperação econômica, o plano prevê acesso a 17 campos estratégicos, mas ainda carece de detalhes operacionais e pode enfrentar entraves legais locais.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira uma iniciativa sem precedentes dos ‌Estados Unidos para assumir o controle de um quinto das vastas reservas de petróleo da Venezuela, apostando que as empresas norte-americanas possam revitalizar o setor energético do país membro da Opep e, ao mesmo tempo, proporcionar uma nova fonte de petróleo bruto para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis nos EUA.

Trump forneceu poucos detalhes sobre o acordo, dizendo apenas que os EUA haviam garantido o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela por meio de uma parceria com ⁠o setor privado.

A líder do país sul-americano comemorou o acordo, afirmando que ele impulsionaria a economia e a receita do governo.

O novo acordo ‌representaria uma expansão dramática do papel dos EUA no setor petrolífero venezuelano, à medida que o governo Trump busca revitalizar a produção do país e garantir mais petróleo bruto para as refinarias norte-americanas. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, ‌mas produz apenas cerca de 1,25 milhão de barris por dia, muito abaixo ‌de seu potencial após anos de subinvestimento, má gestão e sanções.

RUBIO CONSIDERA ACORDO UMA SITUAÇÃO EM QUE TODOS SAEM GANHANDO

"Sob ⁠minha orientação, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Guerra, Pete Hegseth, trabalhando em estreita colaboração com a altamente respeitada presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e por meio de uma parceria com o setor privado, garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS das reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano", escreveu Trump no Truth Social.

O anúncio ocorre após semanas de negociações entre os EUA e a Venezuela sobre um acordo que daria a empresas ‌norte-americanas acesso de longo prazo a um conjunto de campos petrolíferos venezuelanos e garantiria o fornecimento de petróleo bruto resultante aos Estados Unidos.

Autoridades ‌venezuelanas estão se preparando para assinar acordos ⁠na próxima semana, concedendo novos direitos ⁠de exploração e produção de petróleo a várias empresas, especialmente empresas norte-americanas.

Fontes haviam informado anteriormente à Reuters que um modelo de arrendamento estava sendo ⁠considerado, com os campos potencialmente leiloados para produtores norte-americanos, mas o acordo poderia enfrentar ‌desafios legais e constitucionais na Venezuela, onde ‌o Estado mantém o controle sobre as principais atividades do setor petrolífero.

O anúncio de Trump forneceu poucos detalhes sobre a estrutura do acordo, os campos ou empresas envolvidos, ou como os Estados Unidos exerceriam o controle majoritário sobre as reservas. Uma lista vista pela Reuters mostra que os campos estão localizados nas regiões do Cinturão do Orinoco e do Lago Maracaibo.

O secretário ⁠de Estado dos EUA, Marco Rubio, descreveu o acordo como uma vitória para ambos os países, afirmando no X que ele garantiria petróleo estável e de baixo custo para os Estados Unidos e ajudaria a reduzir os preços da gasolina.

Para a Venezuela, Rubio disse que o acordo traria quase US$100 bilhões em investimentos privados, geraria milhares de empregos com altos salários e ajudaria a reconstruir a economia do país.

Delcy Rodríguez, que assumiu a liderança interina após os EUA ‌terem deposto o presidente Nicolás Maduro em janeiro, afirmou na noite desta sexta-feira que o acordo permitiria um aumento significativo na produção por meio do desenvolvimento de 17 campos estratégicos e resultaria em uma receita tributária para o país totalizando US$209 bilhões.

"Esses investimentos ⁠contribuirão não apenas para a recuperação e modernização de nossa indústria, mas também para o crescimento econômico de nosso país, a segurança energética de nosso hemisfério e um maior equilíbrio nos mercados internacionais", disse ela em comunicado.

Analistas afirmaram que precisavam conhecer mais detalhes sobre a estrutura jurídica e financeira do acordo antes de avaliar se ele poderia atrair investimentos significativos.

Também não está claro se o acordo reduzirá os preços da gasolina no curto prazo, já que o desenvolvimento da infraestrutura necessária para produzir, transportar e refinar o petróleo bruto pesado da Venezuela pode levar anos.

Desde que os EUA destituíram Maduro, Washington vem tentando garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias norte-americanas, ao mesmo tempo em que promove o investimento norte-americano na indústria petrolífera do país.

O governo do presidente Donald Trump está sob pressão antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, devido ao aumento dos preços da gasolina, que poderia ser amenizado por meio de suprimentos de petróleo mais baratos e da ampliação da produção. Os EUA também vêm buscando soluções para reabastecer sua Reserva Estratégica de Petróleo, o estoque de petróleo, incluindo a possibilidade de trocas de petróleo bruto com produtores norte-americanos.

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