Trump cria comitê para investigar Lisa Cook, diretora do Fed, e avaliar sua demissão
Medida representa nova tentativa do republicano de afastá-la do BC americano; em junho, Suprema Corte permitiu a Cook permanecer no cargo após Trump tentar demiti-la em 2025
Donald Trump criou um comitê para investigar Lisa Cook, diretora do Fed, por supostas declarações falsas em financiamentos imobiliários, visando avaliar sua demissão por justa causa. A dirigente, que nega as irregularidades e não sofre acusação criminal, terá audiência na Casa Branca em 5 de novembro para se defender. A medida marca uma nova investida do presidente americano para afastá-la do cargo após decisão da Suprema Corte, ampliando a pressão política sobre a autoridade monetária.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criou um comitê para investigar acusações de que a diretora do Federal Reserve (Fed) Lisa Cook prestou declarações falsas em documentos de financiamento imobiliário. A medida, determinada em memorando datado de quarta-feira, 7, representa uma nova tentativa do republicano de afastá-la do Banco Central americano.
O grupo deverá avaliar se há justa causa para destituir Cook e encaminhar uma recomendação à Casa Branca. A investigação será conduzida pelo assessor presidencial de política econômica, pelo presidente da Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego e pelo diretor do Escritório de Ética Governamental, com possibilidade de consultar o Departamento de Justiça.
Trump determinou que Cook compareça a uma audiência na Casa Branca em 5 de novembro, com duração máxima de quatro horas. A sessão será fechada ao público, mas terá transcrição. A dirigente poderá apresentar provas, depoimentos escritos e argumentos em sua defesa, além de uma manifestação final até 10 de novembro.
"Como presidente, é meu dever garantir que as leis sejam fielmente executadas, inclusive demitindo subordinados em quem não se pode confiar para dizer a verdade e cumprir a lei", afirmou Trump no documento.
A iniciativa ocorre após decisão da Suprema Corte, em junho, que permitiu a Cook permanecer no cargo depois de Trump tentar demiti-la no ano passado. O tribunal deixou aberta a possibilidade de uma nova tentativa, desde que ela tivesse oportunidade de responder às acusações.
Cook nega irregularidades e não foi acusada criminalmente. A ofensiva amplia a pressão política sobre o Fed, em meio às cobranças de Trump por juros menores.
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