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Transição no comando do Fed vive instabilidade enquanto fim de mandato de Powell se aproxima

16 abr 2026 - 10h50
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A perspectiva de uma transição tranquila e pontual ‌para o indicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, parece estar cada vez mais em terreno instável, configurando um possível confronto sobre quem comandará as coisas nesse meio tempo.

Há dúvidas crescentes de que Warsh conseguirá a confirmação do plenário do Senado dos EUA até o final do mandato do atual chair do Fed, Jerome ⁠Powell, em 15 de maio, mesmo com o Comitê Bancário do Senado devendo prosseguir na próxima ‌terça-feira com uma audiência sobre a indicação.

As nuvens de tempestade se formaram sobre a confirmação de Warsh, em grande parte devido à oposição do senador republicano Thom Tillis, que prometeu ‌bloquear o processo até que o Departamento de Justiça ‌dos EUA encerre uma investigação sobre a supervisão de Powell nas reformas da sede ⁠do Fed em Washington.

E, embora o senador republicano Tim Scott, que preside o comitê bancário, diga que está confiante de que o Departamento de Justiça encerrará sua investigação nas próximas "várias semanas", não há sinal de uma saída. Trump disse que quer levar a investigação até o fim, mesmo depois de um juiz federal ter anulado, neste mês, as intimações do governo como ‌sendo apenas um pretexto para pressionar Powell a reduzir as taxas de juros, como deseja o ‌presidente.

A procuradora do Distrito de Columbia, ⁠Jeanine Pirro, uma aliada ⁠próxima de Trump, prometeu recorrer da decisão do juiz.

Se Warsh não for confirmado até 15 de maio, ⁠Powell disse que atuará como presidente "pro tempore" da Diretoria ‌do Fed, composta de sete ‌membros, porque "é isso que a lei exige" e é isso que o banco central fez anteriormente.

Trump disse na quarta-feira que demitirá Powell se ele permanecer no cargo. Essa medida seria sem precedentes e certamente seria alvo de uma contestação legal, assim como a ⁠tentativa do presidente, no verão passado, de demitir a diretora do Fed, Lisa Cook.

Esse caso está pendente na Suprema Corte dos EUA, e Cook continua em seu cargo.

A Casa Branca também poderia tentar nomear outro diretor do Fed - talvez Stephen Miran, ex-assessor econômico de Trump - para o lugar de Powell, segundo analistas.

Não está claro ‌se essa medida seria aceita pelos tribunais.

Em 1978, o presidente Jimmy Carter evitou uma lacuna na liderança do Fed ao nomear Arthur Burns para permanecer como chefe interino do Fed ⁠enquanto a escolha de Carter para o cargo principal estava passando pelo processo de confirmação no Congresso.

Mas essa medida ocorreu antes de a lei ser alterada para exigir a aprovação do Senado para a escolha do chair do Fed. Outra parte da legislação promulgada desde então - a Lei de Reforma de Vagas Federais de 1998 - impede que o presidente designe um diretor interino para dirigir um conselho com vários membros nas agências.

"Do lado da Casa Branca, a decisão de contestar ou não é deles", disse Derek Tang, analista da empresa de previsões LH Meyer. "Se a Casa Branca recorrer à opção nuclear e começar a processar e contestar as coisas, isso poderá abalar a confiança (do mercado) no Fed", embora ele tenha acrescentado que, até o momento, os mercados parecem não estar preocupados com o possível drama que se avizinha.

(Reportiagem de Ann Saphir, Jacob Bogage, Howard Schneider e Michael S. Derby)

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