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Tempo de produção da aviação executiva caiu 45% desde 2021, diz CEO da Embraer

Segundo Francisco Gomes Neto, modelo Preator, que demorava 17 meses, agora leva 8,5 meses: 'Estamos produzindo o dobro com a mesma infraestrutura'

9 jun 2026 - 11h09
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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - O tempo de produção dos aviões executivos da Embraer caiu 45% desde 2021, segundo o CEO da fabricante, Francisco Gomes Neto. O executivo atribuiu a redução ao foco da companhia na ampliação da capacidade produtiva e maior linearidade das entregas.

Nesse cenário, o tempo de produção de aviões de defesa diminuiu 34%, e os comerciais, 28%. "Isso nos ajuda muito a melhorar a eficiência", afirmou Gomes Neto durante evento com jornalistas nesta terça-feira, 9.

No caso das aeronaves executivas, o CEO destacou o exemplo do modelo Preator, que demorava 17 meses para ser produzido em 2021. "Agora, leva 8,5 meses, metade do tempo. Estamos produzindo o dobro de aeronaves com a mesma infraestrutura", acrescentou.

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto
O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto
Foto: Embraer/Divulgação / Estadão

Além da redução do tempo de produção, o executivo ressaltou a estratégia de nivelamento das entregas, que consiste na distribuição mais linear ao longo do ano, sem que fiquem concentradas nos últimos meses.

"Ainda temos uma alta concentração no segundo semestre. Mas 2026 será melhor que 2025. Esperamos que em 2027 aumentemos a produção e melhoremos essa linearidade entre produção e entregas", projetou.

Segundo o CEO, a Embraer tem conseguido aumentar e distribuir a produção de aeronaves, apesar dos desafios relacionados à cadeia de suprimentos. Para minimizar os impactos, a Embraer tem trabalhado em "estreita colaboração" com os fornecedores, ainda de acordo com Gomes Neto.

O executivo reiterou as projeções operacionais para 2026, apresentadas no início do ano. Até dezembro, a Embraer planeja entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais e entre 160 e 170 aviões executivos.

As estimativas financeiras também foram reforçadas. A receita é estimada na faixa de US$ 8,2 bilhões a US$ 8,5 bilhões, com margem Ebit ajustada entre 8,7% e 9,3% e fluxo de caixa livre ajustado sem Eve de US$ 200 milhões ou maior para o ano.

"Estamos bem confiantes de que conseguiremos entregar os números projetados", finalizou Gomes Neto.

A repórter viajou a convite da Embraer

Estadão
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