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Taxas têm variações contidas sob influência de pesquisas eleitorais e Treasuries

31 ago 2026 - 10h17
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Resumo
As taxas dos DIs operam com variações contidas, divididas entre fatores internos e externos. No Brasil, pesquisas eleitorais apontando disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro pressionam os juros para baixo por expectativas fiscais. Em contrapartida, novos conflitos entre EUA e Irã elevaram o petróleo para além de US$ 90 e impulsionaram os rendimentos dos Treasuries, trazendo temores inflacionários que limitam a queda das taxas.

As ‌taxas dos DIs exibem variações contidas nesta manhã de segunda-feira, ponderando por um lado as novas pesquisas eleitorais no Brasil e por outro o avanço dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo e do dólar, após novos ataques militares de EUA e ⁠Irã no Oriente Médio.

Às 10h, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) ‌para janeiro de 2028 estava em 13,79%, em alta de 1 ponto-base ante o ajuste de 13,779% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva a ‌termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 ⁠estava em 14,56%, com recuo de 3 pontos-base ante 14,589%.

Duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta manhã reforçaram a percepção de que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro segue acirrada.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Lula com ‌47,1% das intenções de voto em um segundo turno da ‌disputa presidencial, contra 42,6% ⁠de Flávio Bolsonaro -- ⁠uma diferença menor que a vista em julho, quando os percentuais eram ⁠de 49,2% e 42,9%, ‌respectivamente. A margem de erro ‌é de 1 ponto percentual.

Já a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com 46% no segundo turno, contra 45% de Flávio, com os dois em empate técnico já que a margem ⁠de erro é de dois pontos percentuais.

No mercado, parte dos agentes avalia que a reeleição de Lula seria um fator negativo para o equilíbrio fiscal. Assim, uma disputa mais acirrada entre Lula e Flávio ‌tem sido percebida como um fator baixista para o dólar e para a curva de juros.

O cenário externo, por outro lado, ⁠traz impulso altista para as taxas dos DIs nesta manhã. Isso porque os Estados Unidos realizaram no domingo um ataque na ilha iraniana de Larak, enquanto o Irã respondeu disparando contra forças norte-americanas estacionadas na Jordânia.

As ações militares impulsionaram o preço do petróleo Brent para acima dos US$90 o barril nesta segunda-feira, reforçando as preocupações inflacionárias, enquanto os rendimentos dos Treasuries de longo prazo e o dólar avançavam.

Às 10h, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 3 pontos-base, a 4,756%. O retorno do título de 30 anos avançava 4 pontos-base, a 5,252%.

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