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Taxas dos DIs têm altas leves com exterior e eleição no radar

18 set 2026 - 10h16
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Resumo
As taxas dos DIs operam em leve alta nesta sexta-feira, impulsionadas pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos e por incertezas locais. O mercado repercute a pesquisa Datafolha que mostra empate técnico entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (44%), além de manter cautela fiscal após o governo anunciar o reajuste do Bolsa Família. A preocupação com a inflação e o controle das contas públicas sustenta a pressão sobre a curva de juros.

‌As taxas dos DIs exibiam leves altas nesta manhã de sexta-feira, em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com investidores no Brasil atentos ao cenário eleitoral após nova pesquisa do Datafolha.

Às ⁠10h08, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de ‌2028 estava em 13,65%, em alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,617% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva ‌a termo, a taxa do DI para janeiro ⁠de 2035 estava em 14,22%, com elevação de 2 pontos-base ante 14,196%.

Na quinta-feira as taxas haviam fechado com baixas após uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrar leve fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa com o presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto.

Nesta sexta-feira os ‌investidores digerem a ⁠nova pesquisa ⁠do Datafolha, mostrando um cenário de estabilidade. Lula tem 46% das ⁠intenções de voto no ‌segundo turno, contra ‌44% de Flávio. Os percentuais são os mesmos da pesquisa da semana anterior e indicam empate técnico, já que a margem de erro é de ⁠2 pontos percentuais.

Algumas pesquisas favoráveis a Flávio nas últimas semanas têm sustentado o "trade eleitoral", que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Isso porque Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição ⁠como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Na véspera o governo anunciou o reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal de R$5,8 bilhões este ano e US$22 bilhões no próximo.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries sustentavam altas nesta manhã, enquanto o petróleo Brent voltou a cair, mas ainda se mantendo em patamar elevado, na faixa de US$103 o barril.

Às 10h08 o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 3 pontos-base, a 4,982%.

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