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Taxas dos DIs fecham em alta em meio a dificuldades para acordo entre EUA e Irã

7 mai 2026 - 16h45
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As taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ganharam força ao longo da sessão e fecharam a quinta-feira em alta, em sintonia com o fortalecimento dos rendimentos dos Treasuries, após notícias sugerindo dificuldades para um acordo entre EUA e Irã para reabertura do Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, que exibiu perdas firmes ⁠pela manhã, reduziu boa parte da queda e voltou a ser cotado ‌acima dos US$100 o barril durante a tarde, em um sinal de piora dos mercados globais.

No fim da tarde, a taxa do ‌DI para janeiro de 2028 estava em 13,67%, ‌com alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,599% ⁠da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,805%, com elevação de 10 pontos-base ante 13,701%.

Reportagem do Wall Street Journal afirmou que o governo dos EUA está buscando retomar o Projeto Freedom -- operação que busca guiar navios comerciais ‌pelo Estreito de Ormuz. Neste contexto, a Arábia Saudita e o Kuweit ‌suspenderam restrições de acesso ⁠militar dos EUA ⁠a bases e espaço aéreo.

Um operador de renda fixa ouvido pela Reuters afirmou que ⁠a notícia sobre a retomada ‌do Projeto Freedom estressou os ‌mercados, impulsionando as taxas dos DIs. O movimento ocorreu em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries e a recuperação do petróleo.

Após atingir a mínima de 13,660% às 9h52 (-4 pontos-base), a taxa ⁠do DI para janeiro de 2035 marcou a máxima de 13,830% (+13 pontos-base) às 14h26, em um momento em que os rendimentos dos títulos norte-americanos de dez anos também estavam próximos dos picos do dia.

O noticiário sobre o Estreito de Ormuz ‌colocou em dúvida a capacidade de Irã e EUA de fato chegarem a um acordo -- algo que justificou pela manhã certo otimismo entre ⁠os investidores.

Fontes e autoridades haviam dito mais cedo nesta quinta-feira que Irã e EUA estariam se aproximando de um acordo limitado e temporário para paralisar a guerra, com um esboço de estrutura que interromperia os combates, mas deixaria as questões mais controversas sem solução.

No Brasil, investidores também monitoraram a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington. De acordo com Trump, o encontro com Lula foi "muito bom" e os dois discutiram comércio e tarifas.

No exterior, em meio ao cenário ainda nebuloso no Oriente Médio, às 16h33 o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 4 pontos-base, a 4,392%.

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