Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Taxas dos DIs caem mais de 50 pontos-base com cessar-fogo entre EUA e Irã

8 abr 2026 - 10h58
Compartilhar

As taxas dos DIs (Depósitos ‌Interfinanceiros) abriram a quarta-feira com fortes baixas, superiores a 50 pontos-base em alguns vencimentos, acompanhando o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior após os EUA anunciarem um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

Com o petróleo tipo Brent despencando cerca de 16%, às 10h40 a taxa do DI ⁠para janeiro de 2028 estava em 13,42%, em baixa de 52 pontos-base ante o ‌ajuste de 13,935% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,615%, em queda de 31 pontos-base ante 13,926%.

Na ‌noite de terça-feira, menos de duas horas antes ‌do fim do prazo final para um acordo, o presidente dos EUA, Donald ⁠Trump, aceitou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, sujeito à suspensão do bloqueio de transporte de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em um comunicado que Teerã vai interromper os contra-ataques e fornecer uma passagem segura por Ormuz.

A expectativa de que o transporte de petróleo ‌e gás possa ser normalizado fez o petróleo tipo Brent despencar perto de 16%, para ‌a faixa dos US$90 o ⁠barril, reduzindo os ⁠temores quanto aos impactos inflacionários da guerra ao redor do mundo.

Ao mesmo tempo, investidores foram em busca ⁠de ativos de maior risco, como ações, ‌moedas e títulos de países ‌emergentes.

Na renda fixa brasileira, isso se traduziu na forte retirada de prêmios na curva de DIs, em especial nos contratos para janeiro de 2028 e janeiro de 2029, dois dos mais líquidos.

Durante evento promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo, ⁠o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, fez menção ao forte movimento de retirada de prêmios nesta manhã, mas disse não estar convencido de que o choque trazido pela guerra se resolveu.

"Pareceu fácil ao Irã fechar o Estreito de Ormuz", disse David. "Não tenho capacidade de dizer ‌que isso está resolvido", acrescentou, repetindo em diversos momentos que o nível de incerteza segue elevado.

Ao tratar da política monetária, David disse que o nível da taxa ⁠Selic tem hoje "mais gordura" do que tinha há seis meses, mas indicou que a guerra no Oriente Médio atua no sentido contrário a essa folga nos juros, ao promover um choque relevante nos preços.

"O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente que esse evento do conflito vai do outro lado, porque ele está dando um choque de preços relevante que tem chances reais de ter efeitos de segunda ordem", afirmou, reforçando que a autarquia não pode "baixar a guarda".

No exterior, o acordo de cessar-fogo também promovia uma redução firme dos prêmios na curva norte-americana. Às 10h40, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 8 pontos-base, a 4,26%.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h40 desta quarta-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,89 14,256 -0,366

JAN/28 13,42 13,935 -0,515

JAN/29 13,335 13,823 -0,488

JAN/30 13,415 13,852 -0,437

JAN/31 13,485 13,882 -0,397

JAN/35 13,615 13,926 -0,311

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra