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Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar

8 mai 2026 - 16h57
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As ‌taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) corrigem os ganhos da véspera e exibiam recuo no final da tarde desta sexta-feira, em linha com a queda dos rendimentos dos Treasuries, impulsionada por dados fortes de emprego dos Estados Unidos, em ⁠meio a um cenário geopolítico ainda indefinido.

A taxa do ‌DI para janeiro de 2028 estava em 13,605%, ante o ajuste de 13,644% da sessão anterior, ao ‌fim da tarde desta sexta. Na ‌ponta longa da curva a termo, a ⁠taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,71%, ante o ajuste de 13,782%.

O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- cedia 3 pontos-base, a 4,364%.

Relatório oficial de empregos dos EUA ‌divulgado pela manhã veio acima do esperado, reduzindo as ‌expectativas de aumento da ⁠taxa de ⁠juros pelo Federal Reserve neste ano entre os analistas, o que ⁠impulsionou queda dos ‌rendimentos dos Treasuries.

Os EUA ‌abriram 115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, quase o dobro dos 62.000 estimados por economistas em pesquisa da Reuters, enquanto a taxa ⁠de desemprego permaneceu em 4,3%.

O mercado também avaliou a possibilidade de um cessar-fogo entre os EUA e o Irã se manter, apesar da intensificação dos combates depois que as forças ‌dos dois países entraram em confronto no Golfo Pérsico e os Emirados Árabes Unidos sofreram novos ataques.

Nesse contexto, ⁠os ativos de risco acabaram sendo favorecidos mundo afora, impulsionando os ativos domésticos como um todo, com o dólar caindo contra o real e a bolsa brasileira registrando ganhos, com as ações também respondendo à divulgação de balanços corporativos.

"Os sinais são mistos em relação ao cenário externo, com o mercado ainda atento aos sinais de novas tensões. A soma de incerteza global em relação a guerra com o cenário de dólar mais fraco favoreceu o DI e o real", disse Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.

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