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BC destaca o papel de Chico Lopes na criação do Copom; veja repercussão sobre a morte do economista

Ex-presidente interino do BC estava internado no Rio de Janeiro

8 mai 2026 - 15h37
(atualizado às 16h55)
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Economistas lamentaram a morte do ex-presidente interino do Banco Central Chico Lopes. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Banco Central classificou Chico Lopes como um economista "de formação singular". A instituição também destacou o papel de Chico na criação do Comitê de Política Monetária (Copom).

Economista Chico Lopes morreu nesta sexta-feira, 8
Economista Chico Lopes morreu nesta sexta-feira, 8
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

"Sua contribuição mais duradoura ao Banco Central foi a criação e a institucionalização do Comitê de Política Monetária — o Copom —, governança que até hoje norteia a condução da política monetária do País, conferindo previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões sobre a taxa básica de juros", destacou em nota.

Além de presidente interino, Chico Lopes foi diretor da instituição entre 1995 e 1999.

"A Diretoria do Banco Central do Brasil presta sua homenagem a um economista que marcou a história da estabilização econômica brasileira e deixa, na memória desta casa e no pensamento econômico nacional, um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao País", acrescentou.

Um dos criadores do Plano Real, Edmar Bacha diz que Lopes foi "um grande companheiro e um dos melhores economistas que conheci". Os dois trabalharam juntos no departamento de economia da PUC-Rio.

"Suas inovadoras ideias sobre a hiperinflação brasileira foram fundamentais para os mais diversos planos de estabilização, inclusive o Plano Real", afirma Bacha. "No Banco Central foi o criador do Copom. Mantinha-se intelectualmente ativo como sempre, através dos importantes relatórios mensais de sua consultoria, a Macrométrica."

"Fiquei triste. Ele foi muito controverso, mas eu gostava demais dele", disse a economista e advogada Elena Landau, colunista do Estadão. "Grande professor, sempre tinha algo a adicionar, fazia a gente pensar como alunos e depois como colegas. Era ótimo nos debates de macro."

Ex-presidente do Banco Central, Persio Arida apontou que Chico Lopes se preocupava em estar atualizado "com os últimos desdobramentos da fronteira do conhecimento da macroeconomia, mas se apercebeu logo da importância de ler e estudar os mestres do passado."

"Além de suas contribuições ao pensamento econômico brasileiro, que foram muitas, participou, de forma direta ou indireta, de quase todos os planos de estabilização feitos no Brasil, do Cruzado ao Real", destacou.

Depois da rápida passagem pela presidência do Banco Central, Persio diz que Chico Lopes "conseguiu dar uma volta por cima e manter o espírito firme o suficiente para se dedicar à uma reflexão profunda sobre psicanálise".

"Melhor demonstração da originalidade e inquietude de seu pensamento seria impossível. Além de manter sua consultoria macro, ele encontrou tempo e energia para empreender uma crítica ao impulso de morte Freudiano, substituindo-o pelo impulso lúdico, nossa propensão para manter uma vida ativa até que a morte nos alcance, publicando sua obra em inglês e depois em português. É uma grande perda."

Estadão
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