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Sobrou dinheiro da viagem? O melhor é se desfazer dele

11 jul 2012 - 08h03
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Nem sempre todo dinheiro investido em uma viagem para o exterior é gasto lá fora. Quando o viajante retorna ao Brasil, traz consigo uma quantidade de moedas e notas diferentes do real e que não podem ser usadas no comércio brasileiro. A melhor decisão sobre a venda ou manutenção dos dólares, euros, pesos que restaram depende de dois fatores: os planos futuros de viagem e a situação do mercado financeiro internacional.

Se não houver previsão de viagem, a melhor opção é trocar o dinheiro quando voltar
Se não houver previsão de viagem, a melhor opção é trocar o dinheiro quando voltar
Foto: Shutterstock

Fábio Agostinho, diretor comercial da Confidence Câmbio, acredita que é mais adequado se desfazer da moeda estrangeira na volta para o Brasil, mas isso depende da necessidade de cada um. Quando o viajante retorna ao país, mas já sabe que há a possibilidade de voltar para o exterior posteriormente, é melhor manter o dinheiro para não precisar adquiri-las novamente - e correr o risco de uma variação.

No entanto, se uma futura viagem ao exterior não está prevista, o mais aconselhável é mesmo se desfazer da moeda estrangeira. "Há o risco de de uma oscilação diária. É uma loteria", diz Agostinho. Quando a moeda em questão é o peso de diversos países latinos, mantê-la em mãos é ainda pior. "São moedas que têm oscilação cambial muito forte e que valem muito pouco, então vale a pena vender."

O mais importante quando se põe os pés de volta no país com o dinheiro estrangeiro no bolso é lembrar que os câmbios para turismo não são feitos para investimentos. Agostinho afirma que as moedas para viagens devem ser destinadas a despesas no exterior, como hóteis, restaurantes, compras e transporte. "O dólar turismo é para gastos fora do Brasil. Ele oscila, mas menos. Então mesmo que o viajante ganhe, vai ser pouco."

Se o turista optar por ficar com os euros, dólares, ou pesos, uma sugestão é guardá-los em cartões pré-pagos oferecidos por agências de câmbio e bancos. O cliente deve pagar uma taxa anual de manutenção e um valor fixo de 2,50 da moeda usada por saque. "Esses cartões são como um cofre de luxo e têm um custo por manutenção muito bom", diz Alfredo Meneghetti Neto, economista da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e consultor de finanças pessoais. Outra vantagem, apontada por Fábio Agostinho, é que se o cartão for perdido, o cliente pode pedir por seu bloqueio e não perde o dinheiro.

Outro encaminhamento seira o repasse das moedas estrangeiras para amigos ou familiares que as necessitam. Como há cada vez mais facilidades para viajar, como ressalta Meneghetti Neto, este seria o melhor destino para o restante. Segundo Agostinho, não há legislação no Brasil que impeça a doação ou empréstimo do dinheiro. No entanto, a venda é considerada uma operação ilegal. "Toda operação tem de ser registrada no Banco Central", lembra.

Mesmo com diferentes opções do que fazer com o câmbio que sobra, pela experiência de Agostinho, os brasileiros levam para suas viagens somente o que vão precisar para suas despesas. "O turista que está indo passar uma semana na Europa ou nos Estados Unidos costuma levar US$ 1,2 mil ou US$ 1,2 mil. E voltam com pouco dinheiro", diz. O motivo é a baixa nos preços de produto europeus e norte-americanos devido a crise, o que empolga os consumidores do Brasil.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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