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Sindicatos da Peugeot aceitam fusão da empresa com Fiat Chrysler

19 nov 2019
13h42
atualizado às 14h06
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A maioria dos sindicatos que representam funcionários da Peugeot PSA é a favor da proposta de fusão da empresa com a Fiat Chrysler, um negócio que formará um grupo automotivo de 50 bilhões de dólares, disseram executivos da montadora francesa e representantes de metalúrgicos.

31/10/2019. REUTERS/Regis Duvignau
31/10/2019. REUTERS/Regis Duvignau
Foto: Reuters

No entanto, os sindicatos afirmaram que, uma vez que o acordo de fusão for assinado, eles buscarão informações detalhadas sobre os planos para a empresa combinada.

Em reunião do conselho de administração da PSA, todos os representantes sindicais do conselho votaram a favor da fusão.

"Continuaremos vigilantes sobre o impacto social e aguardamos uma imagem mais clara e detalhada das implicações do plano para as fábricas, volume e quanto trabalho será dado às fundições", disse Franck Don, representante do sindicato CFTC.

"Mas o projeto na forma como foi apresentado faz sentido porque os dois grupos se complementam, estão em boa saúde financeira e, graças ao novo formato, atingirão um tamanho crítico que é vital para os negócios automotivos atualmente."

A fusão ajudará as empresas a reunir recursos para atenderem a novas regras mais restritivas de emissões de carbono e investimentos em veículos elétricos e autônomos, além de combater uma desaceleração mais ampla nos mercados de automóveis.

Garantir o apoio dos sindicatos da Europa será fundamental para a empresa resultante da fusão, que empregará mais de 400 mil funcionários e operará centenas de fábricas em todo o mundo, incluindo no Brasil.

O acordo despertou preocupações na Alemanha e no Reino Unido, onde as fábricas que produzem carros Opel e Vauxhall tiveram empregos cortados no ano passado como parte de um programa de redução de custos.

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