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Grupo EMS acerta compra da farmacêutica Medley em negócio de mais de R$ 3 bilhões

Com a aquisição, grupo do empresário Carlos Sanchez vai ampliar sua presença no mercado de genéricos no Brasil; negócio agora será submetido ao Cade

6 mar 2026 - 10h06
(atualizado às 12h00)
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O Grupo EMS, do empresário Carlos Sanchez, confirmou a compra da farmacêutica Medley, especializada em medicamentos genéricos, numa transação que superou os US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,15 bilhões). O negócio agora será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A francesa Sanofi, dona da Medley, confirmou a EMS como vencedora do processo de venda em uma teleconferência com os interessados na manhã desta sexta-feira, 6, segundo pessoas a par das negociações. Estavam no páreo também as empresas Hypera, a indiana Sun Pharma e a Aché.

Sanofi aceitou proposta da EMS pela Medley
Sanofi aceitou proposta da EMS pela Medley
Foto: Divulgação/Medley / Estadão

O Grupo EMS quer manter a Medley independente, preservando a estrutura de gestão, os colaboradores e inclusive os patrocínios, disse o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez. "A Medley tem vida própria, temos total interesse em todos os ativos e colaboradores", afirmou o executivo durante teleconferência para explicar a aquisição.

Segundo ele, por enquanto a companhia continuará sendo gerida pela francesa Sanofi até que haja a aprovação no Cade, o que, em sua avaliação, pode demorar até um ano. A expectativa da empresa, no entanto, é que a análise seja mais célere, uma vez que o mercado farmacêutico não tem grande concentração. "Achamos que podemos ter um retorno positivo ainda este ano."

O executivo afirmou, ainda, que espera colher bons frutos com a integração dos ativos e que a companhia ganhará posição de maior relevância após a integração.

Portfólio

Após a conclusão da aquisição, a Medley se tornará mais uma marca no portfólio do Grupo EMS, afirmou Sanchez. Segundo ele, embora os portfólios de medicamentos das duas companhias sejam mais convergentes do que complementares, os consumidores costumam ter predileção por algumas marcas, o que justifica a manutenção de ambos os nomes.

Ele afirmou também que a aquisição ajudará o grupo a aumentar sua participação no mercado de genéricos, que passará a ser de aproximadamente 31%, com uma contribuição de 7% a 8% da Medley. "É importante manter marcas, embora os portfólios sejam mais colidentes do que complementares", destacou.

Ainda assim, de acordo com Sanchez, será possível obter sinergias de portfólio no curto prazo e operacionais mais adiante, inclusive repassando para a nova empresa do grupo algumas moléculas desenvolvidas.

O vice-presidente do grupo disse ainda que a empresa precisará fazer investimentos futuros em aumento de produção tanto na marca EMS quanto na Medley, e descartou o fechamento de unidades.

Segundo ele, a empresa já anunciou recentemente uma nova onda de investimentos em expansão fabril, de R$ 1 bilhão nos próximos anos, e que a tendência é priorizar expansão da produção em Manaus por causa de incentivos fiscais.

Ele destacou, contudo, que as unidades já existentes em outras localidades serão mantidas e fazem parte da estratégia do grupo.

Estadão
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