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Saiba como participar de um leilão a distância

6 ago 2012 - 08h01
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As placas levantam e números são ditos em alto e bom som. Quem dá mais? Os valores aumentam rapidamente, e os zeros vão sendo colocados ao final dos algarismos. R$ 500 mil... R$ 800 mil... R$ 1 milhão e vendido! O martelo bate, e o comprador que realizou o maior lance pode levar o objeto de desejo para casa. Os leilões são populares entre colecionadores e pessoas interessadas em comprar raridades ou produtos específicos, como jóias e obras de arte. Muitas dessas mercadorias são vendidas no exterior, e quem quer participar não precisa pegar um avião até Paris ou Nova York para fazer um lance. Do Brasil, os interessados podem entrar nas salas de leilões de diversas formas. Telefones, sites e até formulários de papel possibilitam a presença de brasileiros nestes eventos do outro lado do oceano.

Antes de efetuar o cadastro, o cliente precisa apresentar registro bancários à casa de leilão
Antes de efetuar o cadastro, o cliente precisa apresentar registro bancários à casa de leilão
Foto: Shutterstock

A personalidade do cliente é decisiva no momento de escolher a forma de participar dessa modalidade de venda a distância. Para os que não querem dar um lance maior do que podem arcar, a forma mais aconselhável é o absentee bid - ausente em inglês. O cliente escolhe no catálogo online ou impresso os produtos que gostaria de adquirir. Com isso em mente, ele preenche um formulário, no qual coloca o valor máximo que deseja pagar por cada objeto, e assina. A ordem escrita deve ser entregue, com no minímo um dia de antecedência, na filial da casa de leilão ou enviada por fax para o Bid Departament, na cidade onde ocorrerão as vendas. "A pessoa manda esses lances e lá, na hora, alguém da casa ou o próprio leiloeiro vai estar representando ela", explica Candida Sodré, diretora da filial do Rio de Janeiro da casa de leilões Christies. No segundo caso, o preço que o cliente está disposto a gastar é registrado diretamente no livro do leiloeiro.

Pelo absentee bid, o comprador coloca um valor no formulário baseado no preço minímo do objeto no catálogo. No entanto, Candida afirma que ele pode tentar fazer a compra por um valor menor: "Às vezes, a pessoa que vende resolve baixar o preço, então vale a pena tentar". O que também pode acontecer é o cliente preencher os papéis com um lance muito alto, que não é alcançado durante o leilão. "Se o leilão do produto parou em 25 mil, por exemplo, a pessoa que tinha lançado 50 mil pode acabar pagando menos. Ela vai pagar os 25 mais um percentual de mais ou menos 10% do valor licitado", esclarece Katia Mindlin, presidente da Sotheby's Brasil.

Já para quem acha que consegue controlar melhor os impulsos, há também jeitos de particação em tempo real. Pelo telephone bid, o comprador faz uma cadastro com seu número de telefone, pelo qual receberá uma ligação no dia do leilão. O seu representante na sala diz os valores que estão sendo lançados e pergunta se o cliente quer pagar mais. A decisão é feita com rapidez. De forma parecida, funciona a compra via internet. Depois do credenciamento, o participante recebe uma senha para acompanhar o leilão em vídeo. É quase como se ele estivesse lá. Os lances são feitos e para entrar na competição pelo produto basta apertar o botão na tela do computador. "Por telefone ou online, o cliente está controlando o que está acontecendo", diz Katia.

Fechado o negócio, o pagamento deve ser feito na moeda do país onde ocorreu o leilão. As representantes das casas de leilões afirmam que esta modalidade de venda normalmente acontece em países europeus, asiáticos e nos Estados Unidos. Katia diz que a troca da moeda brasileira pela estrangeira ocorre no dia em que a remessa é enviada. "O comprador pede ao banco para fazer uma ordem equivalente ao montante que está na fatura, em euros, dólares ou libras. O gerente olha a contação e vê a quantidade necessária de reais para atingir este montante, e o valor é enviado para a Sotheby's na moeda especificada na fatura", explica. Na maior parte dos casos, o pagamento deve ser feito até 10 dias depois da compra. A presidente da Sotheby's Brasil acredita que o espaço de tempo é muito pequeno para que as moedas estrangeiras sofram grandes oscilações.

Cadastro cuidadoso

"A gente tem que atuar a favor do comprador e dos vendedores", justifica Katia ao explicar os critérios esbelecidos para a inscrição de novos compradores. Além do passaporte e dos dados básicos, como endereço e informações para contato, o possível comprador deve prover à casa de leilão alguma referência bancária.

Boa parte dos cadastros é feita quando a pessoa já tem um produto em mente. "Então, se a pessoa vai comprar um relógio que custa 8 mil libras, é preciso confirmar se ela tem o suficiente para pagar por isso", diz Candida Sodré, da Chrities. Katia também esclarece o funcionamento dessa confirmação. "Na realidade, a gente não pede uma comprovação, a gente liga para gerente e pergunta se o cliente está qualificado para fazer aquela compra. Ele não vai precisar apresentar um dôssie ou um extrato da conta corrente", afirma. Por isso, quando a inscrição é feita, o nome e contatos do banco também são solicitados, além do número da conta.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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