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Rede de restaurantes Madero demite mais de 600 funcionários

Rede pertence a Junior Durski, apoiador de Bolsonaro

1 abr 2020
20h50
atualizado às 20h58
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A rede de restaurantes Madero demitiu, nesta quarta-feira (1), 1.º, mais de 600 funcionários, confirmou o empresário Junior Durski, controlador da empresa, ao Estadão. Segundo ele, as demissões se concentraram em equipes voltadas aos projetos de expansão da rede, que previa abrir mais 65 unidades ainda em 2020. A crise do coronavírus deverá cancelar a maior parte dessas inaugurações.

Junior Durski é o fundador da rede de lanchonetes Madero
Junior Durski é o fundador da rede de lanchonetes Madero
Foto: Madero/Divulgação / Estadão Conteúdo

Entre as áreas afetadas pelas demissões estão a de engenharia - responsável pela execução de projetos dos novos restaurantes - e a de arquitetura, que tem profissionais dedicados a adaptar o lay-out do Madero às especificidades de espaço de cada nova loja. Nessas duas áreas foram demitidas cerca de 15 pessoas, entre executivos, engenheiros e arquitetos.

A maior parte dos trabalhadores demitidos, segundo Durski, se encontrava em período de treinamento. Eram pessoas que haviam sido recentemente contratadas e estavam sendo treinadas em restaurantes já em funcionamento. Elas, posteriormente, seriam alocadas para funções de atendimento, cozinha e limpeza nas unidades que a empresa ainda abriria.

Isolamento

Um dos empresários com a imagem mais ligada ao presidente Jair Bolsonaro, o dono do Madero causou polêmica ao defender, nas redes sociais, o fim do isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O presidente da República, nas últimas semanas, deu várias declarações favoráveis ao fim do isolamento social, citando danos à economia.

"Não sabemos quanto tempo vai durar esse período de lojas fechadas - se vai ser mais um mês ou dois", disse Durski à reportagem. "Tínhamos 8 mil funcionários (antes da decisão de realizar essas demissões). Fizemos isso para preservar os demais colaboradores."

O Madero, antes do início da crise do coronavírus, em março, se preparava para uma abertura de capital nos Estados Unidos, inclusive com a contratação de bancos para esse fim. Entre os sócios da companhia estão o apresentador Luciano Huck e o fundo de private equity (que compra participações em empresas) Carlyle. O fundo pagou mais de R$ 700 milhões por uma fatia de pouco mais de 20% da rede no ano passado.

Com a crise do coronavírus, que tem mantido os restaurantes fechados, Durski disse ainda que pretende cortar fortemente a previsão de expansão para este ano. Dos 65 restaurantes previstos, apenas 20 deverão ser abertos, disse.

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Estadão
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