Reajuste do Bolsa Família tende a impulsionar atividade econômica, diz Ministério da Fazenda
O reajuste do Bolsa Família deve impulsionar a atividade econômica, segundo a secretária de Política Econômica, Débora Freire. O aumento ajudará a mitigar a desaceleração no fim deste ano, com impacto maior esperado para 2027. Freire afirmou que a medida não conflita com a política monetária atual, focada na flexibilização dos juros, e ressaltou que as projeções oficiais recentes do PIB para 2026 e 2027 ainda não incorporam os efeitos positivos dessa atualização dos benefícios sociais.
A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, disse nesta terça-feira que o reajuste anunciado pelo governo no valor dos benefícios do programa Bolsa Família tende a dar impulso positivo à atividade econômica.
Em entrevista à imprensa, Freire afirmou que nos últimos meses deste ano poderá haver algum efeito de mitigação da desaceleração econômica, enquanto em 2027 o impacto deve ser mais relevante.
"Isso tende a contribuir positivamente para a atividade, mas é um vetor bem-vindo de contribuição dado esse cenário de desaceleração, e não conflita com a política monetária porque estamos em cenário de desaceleração e de flexibilização (dos juros)", disse.
Segundo ela, as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e 2027 divulgadas nesta terça-feira ainda não incorporam esses efeitos.
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