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Premiê do Japão mantém ministro da Economia em reforma de gabinete e promete acelerar planos de gastos

17 set 2026 - 07h50
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Resumo
A premiê do Japão, Sanae Takaichi, manteve ministros-chave em reforma de gabinete, sinalizando foco em gastos para estimular o crescimento em meio a alertas sobre a dívida pública. O reflacionista Minoru Kiuchi segue na Economia com a missão de acalmar os mercados, enquanto a conservadora Satsuki Katayama continua nas Finanças, garantindo disciplina fiscal e estabilidade cambial após atritos externos gerados por cortes de impostos. O governo busca impulsionar a renda e investimentos sem descontrole.

A primeira-ministra ‌do Japão, Sanae Takaichi, prometeu acelerar as políticas destinadas a impulsionar o crescimento após manter seus principais ministros em uma reforma ministerial, incluindo o aliado reflacionista Minoru Kiuchi como ministro da Economia, sinalizando sua determinação em implementar seus planos de gastos elevados.

As políticas de Takaichi têm se mostrado polêmicas dada a enormidade ⁠da dívida pública do Japão. Sua decisão de promover um corte de impostos ‌por dois anos sobre itens alimentícios provocou uma onda de vendas de títulos, bem como críticas dos Estados Unidos, colocando-a sob pressão para atender aos ‌pedidos do mercado por disciplina fiscal.

Takaichi afirmou que ‌seu novo gabinete buscará aumentar o potencial de crescimento econômico do Japão ⁠por meio do estímulo ao investimento, aos lucros das empresas e à renda das famílias, o que, por sua vez, aumentará a arrecadação tributária.

"Sem crescimento econômico, não podemos manter a sustentabilidade fiscal", disse Takaichi em coletiva de imprensa após o anúncio da composição do gabinete.

"Agora é o momento de acelerar os esforços ‌para implementar nossa política fiscal responsável e proativa", disse ela.

No novo gabinete, Kiuchi ‌terá a tarefa de fortalecer ⁠o diálogo com ⁠os mercados e definir os detalhes da estratégia de crescimento do governo, disse Takaichi.

"Não vamos ⁠nos envolver em uma expansão fiscal ‌indiscriminada", disse Kiuchi após o ‌anúncio de sua recondução, acrescentando que se empenhará em dissipar quaisquer preocupações que os mercados possam ter em relação às políticas de Takaichi.

Takaichi, no entanto, também manteve no cargo de ministra das Finanças Satsuki Katayama — uma ⁠ex-funcionária do Ministério das Finanças considerada por sua postura conservadora em relação à política fiscal.

É provável que essa recondução seja bem recebida pelos mercados de títulos, que se mostram cautelosos em relação aos planos de Takaichi de aumentar os gastos públicos, o que, por sua ‌vez, poderia impulsionar a emissão de dívida.

"Os mercados estão ficando sensíveis aos riscos fiscais, então estabilizar as taxas de juros de longo prazo está se ⁠tornando um desafio muito importante para o crescimento econômico do Japão", disse Keiji Kanda, economista sênior do Instituto de Pesquisa Daiwa.

"Provavelmente é por isso que Takaichi decidiu manter muitos dos membros do gabinete em quem confia, como Katayama. Isso lhe permitiria prosseguir de forma constante com as medidas tomadas até agora e se concentrar em conduzir a política fiscal de maneira estável", disse Kanda.

Katayama desempenhou um papel fundamental nas negociações com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre uma rara intervenção conjunta dos EUA e do Japão no iene no final de julho, um esforço que ressaltou a estreita cooperação entre os países. Sua recondução reforça a continuidade na política cambial.

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