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Prejuízo da Volkswagen no 3º tri aumenta para mais de US$6,5 bi

29 out 2026 - 06h51
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Resumo
No pior resultado em mais de uma década, a Volkswagen registrou prejuízo operacional de 5,9 bilhões de euros no terceiro trimestre, afetada por baixas contábeis da Porsche e queda de 6% na receita. Pressionada pela concorrência na China e pelos altos custos dos veículos elétricos, a montadora avança em uma profunda reestruturação. O plano prevê o corte de 100 mil empregos e o possível fechamento de até quatro fábricas na Alemanha, sob forte oposição sindical e ameaça de greves.

A Volkswagen aprofundou ainda ‌mais seu prejuízo no terceiro trimestre, registrando seu pior resultado em mais de uma década, enquanto a segunda maior montadora do mundo enfrenta desafios gigantescos em mercados-chave e inicia uma grande reestruturação.

A maior montadora ⁠da Europa registrou um prejuízo operacional de 5,9 bilhões ‌de euros (US$6,59 bilhões) durante o trimestre, afetada por itens extraordinários que totalizaram cerca de 8 bilhões ‌de euros, em grande parte relacionados ‌a uma baixa contábil no valor de ⁠sua participação na subsidiária Porsche.

"Os resultados dos nove meses deixam uma coisa clara: não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação", afirmou o diretor financeiro Arno Antlitz em ‌uma declaração em vídeo.

A receita de vendas também caiu ‌6% no terceiro ⁠trimestre, para ⁠75,3 bilhões de euros.

As ações caíam 2% após a divulgação ⁠do relatório trimestral.

Os resultados ‌ressaltam a pressão ‌sobre a Volkswagen para reformular seu modelo de negócios diante da concorrência acirrada na China, bilhões em custos anuais com tarifas e uma expansão onerosa ⁠dos veículos elétricos na Europa, onde os rivais chineses também estão ganhando terreno.

O presidente-executivo Oliver Blume planeja cortar 100 mil empregos em toda a empresa, o que inclui ‌as marcas Audi e Porsche. Até quatro fábricas na Alemanha correm o risco de fechamento de acordo com ⁠seu plano, que tem enfrentado forte oposição dos sindicatos e possíveis greves a partir do início do próximo ano.

Antlitz afirmou que, mesmo antes dos itens extraordinários, a margem operacional da Volkswagen após nove meses era de apenas 3,8%.

"Isso não é suficiente a longo prazo", acrescentou ele.

No mês passado, a Volkswagen sinalizou custos extraordinários de 10 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que reduziu drasticamente sua previsão de margem de lucro para 2026 para um máximo de 1%.

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