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Pix cresce enquanto uso de dinheiro físico encolhe no Brasil, aponta estudo do Google

Sistema se estabeleceu como meio de pagamento preferido no País em 2024; cartão de crédito mantém sua posição como o segundo mais usado

21 jul 2025 - 19h38
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O uso do dinheiro em espécie caiu consideravelmente entre os brasileiros em um período de cinco anos, dando espaço para que o Pix se estabelecesse como o meio de pagamento preferido no País no ano passado. A conclusão é da edição de 2025 da pesquisa "Pagamentos em Transformação: Do Dinheiro ao Código", realizada pelo Google. O levantamento aponta que apenas 6% dos entrevistados usavam cédulas e moedas com frequência em 2024, ante 43% em 2019.

O estudo indica uma consolidação da "Era Cashless", ou seja, sem dinheiro físico, em meio a um ambiente de transformação que engloba o aumento da bancarização e da digitalização no País nos últimos anos. E afirma que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central (BC) e lançado oficialmente em novembro de 2020, desempenhou um papel essencial nesse contexto.

O Pix é utilizado por 93% da população adulta, sendo o meio de pagamento mais frequente para 62% deles, diz a pesquisa, que afirma também que a adoção do sistema de pagamentos instantâneos é generalizada em todas as idades, classes sociais e regiões. Ao fim de 2024, o Pix já representava quase metade (47%) do volume de transações financeiras do Brasil.

Pix foi desenvolvido pelo Banco Central e lançado oficialmente em novembro de 2020
Pix foi desenvolvido pelo Banco Central e lançado oficialmente em novembro de 2020
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

A pesquisa foi encomendada pelo Google à Offerwise e ouviu 3 mil pessoas maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e de várias regiões do Brasil, via internet, entre o final de 2024 e o início de 2025.

"Estamos presenciando uma era onde a escolha e a experiência do usuário são o centro da transformação digital dos pagamentos", diz Gustavo Pena, head de Indústria do Google Brasil, em comunicado.

"O Pix não apenas redefiniu a velocidade e a facilidade das transações, mas, com a evolução do cartão de crédito, está empoderando o consumidor com mais opções e exigindo que o mercado inove constantemente em segurança, benefícios e conveniência", afirma.

Entre os fatores considerados pelos consumidores no momento de escolher um meio de pagamento, os mais citados foram segurança (41%), facilidade de uso (37%) e a ausência de taxas (36%).

A relevância desses aspectos pode auxiliar no entendimento da preferência pelo Pix, que tem como grandes atrativos a praticidade e a flexibilidade, além de ser gratuito para pessoas físicas pagadoras.

Segundo lugar

A pesquisa aponta que o cartão de crédito manteve sua posição como o segundo meio de pagamento mais popular no Brasil, agora atrás do Pix. Ele também aparece como o meio preferido para compras online "de maior envolvimento", como passagens e hotéis ou eletrônicos.

Segundo o estudo, mesmo em meio à ascensão do Pix, a emissão de cartões mais que triplicou na última década, e 58% dos brasileiros aumentaram o uso do cartão de crédito nos últimos cinco anos.

Os motivos foram programas de recompensas (20%), aumento do limite (20%) e hábito de uso (17%). Os benefícios mais valorizados do cartão de crédito são a ausência de anuidade (81%) e programas de fidelidade/pontos/milhas (57%).

Estadão
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