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Petróleo fecha em mínima de 3 meses após Trump anunciar acordo com Irã

15 jun 2026 - 17h02
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Os preços do petróleo fecharam com queda de ‌US$4 por barril, atingindo o menor nível em três meses nesta segunda-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país e o Irã assinaram um memorando de entendimento com o objetivo de pôr fim à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$4,16, ou 4,76%, a US$83,17 por barril, e os do West ⁠Texas Intermediate dos EUA fecharam a US$80,75, com queda de US$4,13, ou 4,87%.

Ambos os contratos perderam grande ‌parte do prêmio de risco de guerra que haviam acumulado nos últimos meses, com os futuros do Brent e do petróleo dos EUA fechando nos níveis mais baixos desde 4 de ‌março.

O memorando de entendimento foi assinado por Trump, pelo vice-presidente ‌JD Vance e pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, informou uma autoridade ⁠norte-americana.

A cerimônia oficial de assinatura do acordo está marcada para sexta-feira, em Genebra.

A agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou que o rascunho do acordo previa a reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias, sob os termos estabelecidos pelo Irã.

"Com uma avalanche de oferta de petróleo muito provavelmente a caminho, a onda de vendas parece justificada", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de ‌operações da Bok Financial.

O Citi reduziu na segunda-feira suas previsões médias para o petróleo Brent para US$75 ‌e US$70 por barril para ⁠o terceiro e quarto ⁠trimestres de 2026, respectivamente, citando expectativas de que os fluxos comerciais no Estreito de Ormuz serão retomados e ⁠normalizados.

O mundo perdeu milhões de barris de petróleo e ‌gás desde que a guerra ‌fechou o Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento para um quinto dos suprimentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito, por mais de três meses. Não está claro com que rapidez esses barris retornarão ao mercado assim que a hidrovia for reaberta.

"Será difícil colocar ⁠a cadeia de abastecimento de navios em funcionamento e fazer com que as operações sejam retomadas sem problemas no Golfo Árabe. E alguns armadores hesitarão em navegar em direção ao Golfo Árabe até que tenhamos notícias das seguradoras", disse Neil Crosby, chefe de pesquisa da Sparta Commodities.

Os investidores também observam com cautela a rapidez com ‌que os produtores do Oriente Médio poderão retomar a produção e as exportações de petróleo após os danos causados pela guerra, e se mais navios entrarão na região.

Mais de 14 milhões ⁠de barris por dia de produção de petróleo estão paralisados, ou cerca de 14% da demanda mundial, de acordo com o relatório mais recente da Agência Internacional de Energia. O retorno total aos níveis de produção e refino pré-guerra provavelmente levará semanas, meses ou até anos, afirmam autoridades do setor.

Níveis mais baixos de estoques de petróleo, um processo mais lento para reiniciar a produção e a reposição dos estoques estratégicos de petróleo devem sustentar os preços do petróleo no longo prazo, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

Os estoques nas maiores economias do mundo estão caminhando para seus níveis mais baixos desde pelo menos 2003, reduzidos a um ritmo recorde devido à perda da produção no Golfo, de acordo com a Administração de Informação Energética dos EUA.

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