Petrobras tem alta de 15% na produção de petróleo no Brasil no 2º tri
A Petrobras elevou a produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionando as exportações, com avanço na produção de novas plataformas, mais poços produtores e maior eficiência operacional, informou a companhia nesta quinta-feira.
A companhia produziu 2,69 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo no país entre abril e junho, versus 2,33 milhões de bpd nos mesmos três meses de 2025, mostrou o relatório de produção e vendas da companhia.
Na comparação com o primeiro trimestre, houve uma alta de 4,1% na produção de petróleo da Petrobras no Brasil.
A Petrobras citou o "ramp-up" das plataformas do tipo FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, P-78, no campo de Búzios, além do início de produção da P-79, no campo de Búzios, em maio.
"Com o aumento da eficiência, produzimos 70 mil bpd a mais do que no mesmo período do ano anterior, um ganho equivalente à capacidade de produção do FPSO Anna Nery, no campo de Marlim", disse a diretora de Exploração e Produção da petroleira, Sylvia Anjos.
Além disso, a empresa afirmou que, neste trimestre, entraram em operação 10 novos poços produtores, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
Somente no pré-sal, a Petrobras produziu 2,3 milhões de barris por dia no segundo trimestre de 2026, alta de 15,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior e avanço de 5% ante o primeiro trimestre.
EXPORTAÇÕES
As exportações de petróleo da companhia, por sua vez, somaram 996 mil bpd entre abril e junho, avanço de 44,3% ante o mesmo período de 2025 e alta de 12,2% frente ao trimestre anterior, impulsionadas pelo aumento da produção e pelo reconhecimento de exportações em andamento ao final do primeiro trimestre.
A China permaneceu como principal destino das exportações de petróleo da companhia no trimestre, respondendo por 35% do total, embora abaixo dos 51% registrados um ano antes. A Índia ficou com 22% das exportações, seguida pela Europa, com 18%, e pelos demais países da Ásia, excluindo China e Índia, com 14%.
DERIVADOS
Do lado dos derivados, a companhia elevou a produção interna e reduziu suas importações no segundo trimestre, período em que os preços do petróleo e seus derivados dispararam devido à guerra no Oriente Médio.
A produção total de derivados somou 1,918 milhão de bpd no segundo trimestre, alta de 10,9% na comparação anual e de 5,6% frente ao trimestre anterior.
"A maior produção de derivados no parque de refino também contribuiu para ampliar a oferta de produtos próprios e reduzir a dependência de importações, especialmente de diesel, reforçando a melhora do saldo líquido no trimestre", disse a empresa.
As importações de diesel somaram 18 mil barris por dia, queda de 85,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 e recuo de 63,3% na comparação com os três primeiros meses deste ano.
O fator de utilização total das refinarias atingiu 101,2% no período, um recorde histórico para a companhia, acima dos 91% registrados um ano antes e dos 95% do primeiro trimestre.
As vendas de derivados no mercado interno, por sua vez, somaram 1,742 milhão de bpd entre abril e junho, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior e 1,6% maiores na base anual, com crescimento nas vendas de diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) compensando a retração em outros produtos.
As vendas de diesel somaram 742 mil barris por dia no segundo trimestre, alta de 2,9% ante o mesmo período do ano passado e avanço de 0,4% na comparação com o primeiro trimestre.
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