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Patria compra Solis e coloca mais US$ 3,5 bilhões em ativos sob sua gestão

Com US$ 50 bilhões em ativos na carteira, gestora fortalece área de crédito com aquisição de empresa especializada em FIDCs

26 nov 2025 - 11h52
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A gestora Pátria Investimentos adquiriu o controle da Solis, uma das principais gestoras de fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs) do País, por valores não revelados. Com o negócio, o Pátria, que já tem US$ 50 bilhões em ativos sob gestão, coloca mais US$ 3,5 bilhões para dentro de casa, com o fortalecimento de sua área de crédito.

O Pátria também avança de forma inédita em FIDCs, que são usados como formas de financiamento corporativos. Empresas que têm créditos a receber de clientes os colocam em fundos e captam recursos de maneira antecipada com investidores, que aplicam nesses papéis.

A Solis atua ativamente para buscar companhias que têm essa necessidade, faz análise de risco e crédito, estrutura, implementa e faz a operação e o controle desses FIDCs.

Com cerca de 100 funcionários, sendo um terço em São Paulo e dois terços em Fortaleza, a Solis gerencia R$ 28 bilhões em aproximadamente 120 fundos FIDCs, sendo R$ 19 bilhões de investidores únicos.

"Já somos líderes em FIPs (fundo de investimento em participações) e, com essa transação, nos tornamos líderes em FIDCs", afirma José Augusto Teixeira, Sócio e Head de Clientes do Patria no Brasil.

No negócio anunciado nesta quarta-feira, o Pátria adquire 51% da Solis e tem a perspectiva de comprar a fatia restante em três anos. Toda a equipe de gestão será mantida, com a perspectiva de replicar o crescimento que a gestora vem tendo recentemente. Nos últimos cinco anos, o volume de ativos sob gestão da companhia foi multiplicado por sete.

"A gente entende que essa nossa associação com o Pátria tem potencial muito interessante em relação a públicos-alvo que a gente não atende hoje, principalmente em relação a investidores institucionais", diz Delano Macêdo, sócio-diretor da Solis Investimentos. "Também a parte internacional, que a gente tem intenção de prospectar."

O Pátria tem atuação na América Latina, com operações fortes no Chile e Colômbia, mas também pretende contribuir com novos clientes, na ponta dos originadores de FIDCs. O Pátria tem em sua carteira, nas áreas que compram participações em empresas, como venture capital, growth e private equity, companhias que demandam o financiamento via FIDCs.

"Vamos embarcar com a identificação de todas as oportunidades de crédito dentro do nosso ecossistema que podem ser traduzidos para o mercado de capitais por meio de FIDCs", afirma Teixeira.

Estadão
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