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Oposição tende a votar a favor do fim da escala 6x1 após aval de Flávio Bolsonaro

Parlamentares aliados ao senador afirmam que objetivo é 'tirar a pauta da frente' e evitar desgaste ao candidato, bem como que seu adversário, Lula, 'capitalize' o tema nas urnas

14 out 2026 - 13h07
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Resumo
A oposição no Senado deve votar a favor da PEC que encerra a escala 6x1 após o senador Flávio Bolsonaro (PL) mudar de postura e apoiar a medida. A decisão estratégica visa reduzir desgastes eleitorais e evitar que o presidente Lula capitalize o tema na campanha. O PL planeja liberar a bancada para a votação, prevista para ocorrer em dois turnos nesta quarta-feira com auxílio de um calendário acelerado, embora aliados já considerem revisar as regras da jornada futuramente em um eventual governo.

BRASÍLIA - Após a mudança de posição do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a oposição se vê "sem saída" no Senado e deve votar nesta quarta-feira, 14, favoravelmente à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1, apurou o Estadão/Broadcast. Senadores relatam que, como Flávio decidiu apoiar a PEC, a orientação da oposição é também votar sim para a mudança na jornada de trabalho.

O PL, partido do senador e principal opositor ao governo, deve liberar a bancada, segundo pessoas a par das discussões.

Parlamentares aliados ao senador afirmam que o objetivo é "tirar a pauta da frente" e evitar desgaste eleitoral ao candidato, bem como que o seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), "capitalize" o tema nas urnas. A intenção é também, no momento, não tratar da PEC apresentada pelo líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), que propõe a criação de um regime de trabalho flexível baseado em horas efetivamente trabalhadas.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

De acordo com senadores aliados a Flávio Bolsonaro, apesar da tendência de aprovação da PEC do fim da 6x1 nesta quarta, a eventual revisão da medida está no horizonte, caso Flávio seja eleito. Eventuais ajustes na proposta, entretanto, devem ser feitos apenas com o fim efetivo da escala e conhecidos os efeitos sobre os setores produtivos, segundo interlocutores. Parlamentares avaliam que não há espaço político no momento para emendas com uma eventual modulação da proposta.

Na terça-feira, 13, Flávio, que até então classificava o fim da 6x1 como oportunismo do presidente Lula, anunciou que votará a favor da PEC. O senador afirmou que a decisão foi tomada para atender "à maioria da população".

Antes mesmo da mudança de postura de Flávio, a oposição já reconhecia dificuldades em barrar a votação da PEC. A avaliação de que a proposta será aprovada no Senado cresceu na oposição. A perspectiva é de que a batalha está perdida, apesar de críticas do bloco sobre o caráter "eleitoreiro" da decisão de pautar o assunto durante a campanha presidencial.

Bandeira eleitoral de Lula, a proposta terá sua quinta sessão de discussão nesta quarta-feira e pode ser votada em dois turnos. Para ser aprovada, a PEC exige 49 votos em cada um dos turnos de votação. Governistas tentam aprovar um calendário especial para concluir a votação nesta quarta-feira. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que há votos necessários para acelerar a votação.

Estadão
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