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Ministra das Finanças do Japão promete coordenação estreita com G7 em meio à volatilidade do mercado

7 abr 2026 - 09h43
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A ministra das Finanças do Japão, Satsuki ‌Katayama, disse nesta terça-feira que o governo permanecerá em contato próximo com outros países do G7, conforme a incerteza sobre a guerra no Oriente Médio alimenta preocupações com as políticas fiscais expansionistas do país.

A curva de rendimento dos títulos públicos do Japão se acentuou esta semana, com o rendimento do JGB de 10 anos subindo para 2,43%, o ⁠maior valor em 27 anos, enquanto o iene ficou próximo da marca psicologicamente importante de ‌160 por dólar, nível que os analistas alertam que pode desencadear uma intervenção do governo.

Na semana passada, os ministros das finanças e os banqueiros centrais do G7 "compartilharam a ‌opinião de que os acontecimentos no Oriente Médio e ‌as fortes flutuações nos preços do petróleo estão tendo um amplo impacto sobre ⁠os mercados", disse Katayama em uma coletiva de imprensa regular, quando questionada sobre o aumento dos rendimentos dos JGBs.

"Nossa postura tem sido a de que continuaremos em contato próximo (com as contrapartes do G7) e garantiremos que comunicaremos claramente nossa mensagem", acrescentou.

INQUIETAÇÃO COM GASTOS FISCAIS

Analistas afirmam que a queda dos preços dos JGBs reflete o crescente desconforto com o aumento ‌dos gastos fiscais do Japão para amortecer os custos de energia, tensão agravada pela queda ‌do iene.

Nesta terça-feira, o Parlamento ⁠do Japão aprovou ⁠um orçamento recorde de 122,3 trilhões de ienes (US$765,48 bilhões) para o ano fiscal que começou em abril, ⁠depois que uma eleição antecipada em janeiro ‌atrasou as deliberações e forçou o ‌governo a recorrer brevemente a uma medida provisória.

Como a forte dependência do Japão em relação às importações torna sua economia vulnerável ao aumento dos custos de combustível, o governo poderá em breve enfrentar pressões para compilar um orçamento extra para ⁠aumentar o estímulo.

A dor de cabeça imediata é como pagar os subsídios aos combustíveis destinados a manter a gasolina em torno de 170 ienes o litro. Lançado em 19 de março, o programa foi estimado em 300 bilhões de ienes (US$1,88 bilhão) por mês. Desde então, essa conta explodiu para 500 ‌a 600 bilhões de ienes, com a guerra prolongada no Irã aumentando os preços do petróleo.

O governo está recorrendo a 800 bilhões de ienes (US$5 bilhões) em fundos de ⁠reserva para financiar os subsídios. Mesmo com a aprovação do orçamento deste ano desbloqueando mais 1 trilhão de ienes, manter o programa funcionando no ritmo atual esgotaria essas reservas em poucos meses.

"A menos que a forma como os subsídios são estruturados seja alterada, a compilação de um orçamento suplementar, mais cedo ou mais tarde, se tornará necessária", disse um funcionário do governo à Reuters.

A primeira-ministra Sanae Takaichi disse aos repórteres na terça-feira que o governo "não acredita que a situação justifique a compilação imediata de um orçamento suplementar", observando que ele pode fazer uso das reservas, se necessário.

Takaichi disse que as importações de petróleo bruto dos Estados Unidos provavelmente quadruplicarão em maio em relação ao ano anterior e que o governo está "fazendo o máximo" para garantir suprimentos alternativos de petróleo para substituir as cargas que passam pelo Estreito de Ormuz.

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