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Justiça autoriza retomada de uma das maiores minas da Vale

Desembargador diz que laudo da Barragem Sul, de Brucutu, se encontra em condições satisfatórias de segurança hidráulica e geotécnica

17 abr 2019 - 07h56
(atualizado às 08h51)
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A Vale conseguiu na Justiça autorização para retomar suas operações na mina de Brucutu. Na decisão, o desembargador Nelson Missias de Morais, do TJ-MG, destaca que o laudo da Barragem Sul, de Brucutu, se encontra em condições satisfatórias de segurança hidráulica e geotécnica e que a estrutura atende às recomendações quanto à passagem de cheias.

Logotipo da Vale. 29/1/2019.  REUTERS/Adriano Machado
Logotipo da Vale. 29/1/2019. REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Conforme números da Vale para 2019, o maior impacto na produção, de 40 milhões de toneladas por ano, será na Mina de Feijão e nos complexos Vargem Grande e Fábrica. Outros 30 milhões de toneladas deveriam deixar de ser produzidos por ano com o fechamento da mina de Brucutu - paralisada no início de fevereiro.

Canetada

A retomada das operações fazia parte das demandas do setor siderúrgico junto ao governo federal. Em meio ao impasse na oferta de minério de ferro e pelotas, siderúrgicas temiam o desabastecimento.

Representantes do setor se reuniram com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, no começo da semana, para tratar do tema. Além da retomada de Brucutu, os empresários pediram a certificação de uma empresa internacional para avaliar barragens, de forma independente. A medida seria uma forma de evitar o que chamam de "canetada" de alguns órgãos sobre a Vale. A retomada do processo de pelotização em Vargem Grande também estava no debate. As ações da Vale fecharam em alta de 3,45%. Procurada, a empresa não concedeu entrevista.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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