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Itaúsa pode ampliar investimento em portfólio atual a partir de 2027, diz presidente

12 ago 2025 - 13h00
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A Itaúsa está vendo mais possibilidade de ampliar participação em empresas de seu atual portfólio nos próximos dois anos, embora também siga analisando novos setores, como a cadeia do agronegócio, onde não tem exposição atualmente, disse o presidente-executivo da companhia, Alfredo Setubal, nesta terça-feira.

"Estamos bastante satisfeitos com nosso portfólio", disse Setubal em conferência com analistas e investidores nesta terça-feira após a publicação dos resultados de segundo trimestre da holding que controla o Itaú Unibanco e tem participações em uma série de companhias, como Motiva e Aegea.

"Neste momento tem mais possibilidade de aumentarmos investimentos nos negócios que já temos", acrescentou o executivo, citando 2027 como um prazo possível, pois será o ano em que passarão a valer mudanças tributárias que vão reduzir ineficiências tributárias da Itaúsa, com fim de incidência de PIS/Cofins sobre juros sobre capital próprio.

Como em trimestres passados, Setubal citou que a Itaúsa gostaria de investir na cadeia do agronegócio, que movimenta 25% do PIB, mas onde a holding não tem presença direta. Para isso, ponderou, precisa de retorno na faixa dos 20% por causa do atual nível de juros da economia.

Além disso, o investimento não pode "trazer para nossos resultados tanta volatilidade dos preços de commodities", disse o executivo.

No atual ambiente de juros, a Itaúsa vai manter estratégia de alongamento de dívida, de olho em esticar os vencimentos para a década de 2030, disse Setubal, acrescentando que não vê necessidade para a holding fazer amortizações diante da proximidade das mudanças tributárias de 2027.

As ações da holding exibiam alta de 1,65% às 12h34, cotadas a R$11,10, enquanto o Ibovespa mostrava ganho de 1,8%.

Setubal comentou que o conselho de administração da Itaúsa vai discutir "mais para o final do ano" eventual bonificação aos acionistas, mas isso depende de votações no Congresso neste semestre que podem impactar a política de incorporação de reservas de lucro.

Questionado sobre empresas específicas do portfólio da Itaúsa, Setubal afirmou que a holding não pretende desinvestir da distribuidora de gás de cozinha Copa Energia, apesar do anúncio da Petrobras de que pretende retornar ao setor.

"Pode ter algum impacto na rentabilidade das empresas... Um 'player' relevante como a Petrobras pode dar alguma mexida na forma como o mercado vem operando na distribuição de GLP", disse Setubal. "Não está nos nossos cenários desinvestir na Copa, mesmo com eventual queda da rentabilidade. A Copa é uma forma de entrarmos no mercado em outras energias. É investimento bastante importante", disse Setubal.

Já sobre a empresa de saneamento Aegea, Setubal afirmou que a companhia "possivelmente fará um IPO em algum momento" quando a janela para ofertas iniciais de ações reabrir. "A empresa está se preparando de forma acelerada para quando houver oportunidade, desde que o 'valuation' seja adequado para as expectativas da companhia", afirmou.

Ainda sobre o portfólio, Setubal disse que o Itaú Unibanco tem "espaço muito grande" para melhoria de eficiência e que banco tem trabalhado para migrar seus softwares para ambiente de computação em nuvem e para integrar ferramentas de inteligência artificial tanto internamente quanto para atendimento dos clientes. "Vamos fechar 2026 num nível muito alto", disse o executivo sobre a estratégia de migração para nuvem.

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