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Intervenções no câmbio não têm relação com inflação, diz BC

Roberto Campos Neto afirmou que acredita no princípio da separação

25 mar 2021 - 13h45
(atualizado às 13h53)
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quinta-feira que é equivocada a visão de que intervenções no câmbio feitas pela autoridade monetária em dias em que o real está apreciando estariam ligadas ao cenário inflacionário.

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
09/01/2020
REUTERS/Adriano Machado
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto 09/01/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Gostaria de deixar bem claro que nós entendemos que o efeito que o câmbio traz para nós é o efeito inflacionário através dos canais, a gente tem olhado isso há bastante tempo", disse Campos Neto em entrevista à imprensa.

"Acreditamos no princípio da separação, ou seja, política monetária se faz com juro, câmbio é flutuante, e temos uma parte macroprudencial para a estabilidade financeira."

Ele destacou que, quando vai atuar no câmbio para sanar alguma disfuncionalidade, o BC calcula o volume necessário da intervenção e por vezes divide as atuações ao longo de dias.

"Ao menos que tenha uma mudança muito grande no patamar de câmbio, você vai acabar fazendo um movimento geral menor nos últimos dias com o câmbio apreciando", disse Campos Neto.

"Continuamos atuando exatamente da mesma forma , mas por alguma razão toda vez que existe uma intervenção e que o final do processo de intervenção é feito com o câmbio apreciando existe uma percepção de que mudou a forma de intervenção", acrescentou.

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