IPCA em agosto cai 0,32%, na primeira deflação do ano, puxada por queda na conta de luz
Resultado acumulado em 12 meses foi de 4,22% até agosto, ante taxa de 4,44% até julho; energia elétrica residencial recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu
O IPCA registrou queda de 0,32% em agosto, marcando a primeira deflação do ano e superando as expectativas do mercado. O recuo foi puxado principalmente pelo grupo de habitação (-1,87%), impactado pela redução de 7,63% na energia elétrica residencial devido ao Bônus de Itaipu, além de quedas em transportes e alimentos. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,11% no ano e 4,22% em 12 meses. Na contramão, despesas pessoais teve a maior alta (1,30%), impulsionada pelo aumento no preço do cigarro.
RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com queda de 0,32%, ante um avanço de 0,07% em julho, informou nesta sexta-feira, 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,11%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,22% até agosto, ante taxa de 4,44% até julho.
O resultado do IPCA em agosto veio abaixo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de deflação de 0,29%. As estimativas, todas negativas, iam de -0,37% a -0,20%. Da mesma forma, o resultado acumulado em 12 meses, de alta de 4,22% até agosto, veio abaixo da mediana das projeções, que era de avanço de 4,26%. As expectativas, todas positivas, iam de 4,17% a 4,34%.
Habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%) tiveram deflação. As altas oscilaram entre 0,12% de vestuário e 1,30% de despesas pessoais.
A queda em habitação (-1,87%), o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, segundo a pesquisa, veio da contribuição de -0,33 ponto porcentual (p.p.) da energia elétrica residencial, que recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Em agosto, permanecia em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
O grupo de despesas pessoais foi o de maior variação (1,30%) e impacto (0,13 p.p.), impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou o maior impacto positivo no resultado do mês (0,11 p.p.).
Os preços de alimentação e bebidas caíram 0,34% em agosto, após queda de 0,67% em julho. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual para o IPCA, que caiu 0,32% no mês.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,61% em agosto, após ter recuado 1,14% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,36%, ante alta de 0,55% em julho.
O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.
Os preços de transportes caíram 0,86% em agosto, após alta de 0,05% em julho. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,17 ponto porcentual para o IPCA, que caiu 0,32% no mês.
Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,91% em agosto, após recuo de 1,44% no mês anterior. A gasolina caiu 0,59%, após ter registrado queda de 1,37% em julho, enquanto o etanol recuou 3,95% nesta leitura, após queda de 2,26% na última.
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