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Inflação ao consumidor nos EUA acelera em agosto

11 set 2026 - 09h49
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Resumo
Impulsionada pela alta da gasolina, a inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,4% em agosto e acumulou 3,4% em 12 meses, atingindo as expectativas do mercado. O núcleo do índice avançou 0,3% no mês e 2,4% no ano. Somado à alta nos preços ao produtor, ao mercado de trabalho aquecido e ao petróleo acima de US$ 100, o resultado reforça as apostas de que o Federal Reserve elevará a taxa de juros na próxima semana para conter as pressões inflacionárias persistentes.

Os preços ‌ao consumidor nos Estados Unidos aceleraram em agosto uma vez que o custo da gasolina avançou após duas quedas mensais consecutivas, reforçando as expectativas dos mercados financeiros de que o Federal Reserve possa ⁠elevar a taxa de juros na próxima semana.

Pessoas caminham pela Quinta Avenida em Nova York
 7 de agosto de 2025. REUTERS/Adam Gray
Pessoas caminham pela Quinta Avenida em Nova York 7 de agosto de 2025. REUTERS/Adam Gray
Foto: Reuters

O ‌índice de preços ao consumidor subiu 0,4% no mês passado, após alta de 0,1% em ‌julho, informou nesta sexta-feira o Escritório ‌de Estatísticas do Trabalho do Ministério do ⁠Trabalho. Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho.

Economistas consultados pela Reuters previam que avanço de 0,4% no mês e alta 3,4% na base anual. Excluindo ‌os componentes voláteis de alimentos e energia, o ‌índice subiu 0,3% ⁠no mês ⁠passado, de 0,2% em julho, e teve alta de 2,4% ⁠na base anual, ‌de 2,5% no mês anterior.

O ‌banco central dos EUA acompanha o índice de preços PCE para sua meta de inflação de 2%.

O governo divulgou na quinta-feira alta no ⁠índice de preços ao produtor em agosto, com fortes avanços em vários componentes que influenciam o cálculo da inflação do PCE. Isso se somou ao relatório de emprego forte ‌da semana passada referente a agosto, reforçando as perspectivas de aumento dos juros na próxima semana.

As ⁠chances de um aumento haviam diminuído após comentários do diretor do Fed Christopher Waller em um evento da Reuters NEXT Newsmaker na semana passada, em que ele se mostrou inclinado a defender a manutenção dos juros caso os dados confirmassem que as pressões inflacionárias estavam diminuindo.

Os preços do petróleo voltaram a subir acima de US$100 por barril na quinta-feira, enquanto os preços do diesel estão em níveis recordes, sugerindo que a inflação deve permanecer elevada e se ampliar.

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