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Imposto de Renda

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Comissão aprova aumento de 1% no repasse da União a municípios, com impacto de R$ 11,2 bi em 2028

Proposta prevê repasse adicional de 1% da arrecadação do IR, IPI e IS; governo Lula é contra a medida

2 jul 2026 - 09h32
(atualizado às 09h41)
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BRASÍLIA - A comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição que cria um repasse adicional de 1% nos recursos da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a PEC 231/19, aprovou nesta quinta-feira, 2, de forma simbólica, o parecer do relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

O relator estima que o novo repasse tenha impacto de R$ 10,7 bilhões em 2027 e de R$ 11,2 bilhões em 2028. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrária ao texto e descarta apresentar ao Congresso qualquer proposta alternativa.

No substitutivo, Jardim estabeleceu a criação de um repasse adicional equivalente a 1% da arrecadação do Imposto de Renda (IR), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do futuro Imposto Seletivo (IS), criado pela reforma tributária, ao FPM. Os recursos deverão ser transferidos às prefeituras no primeiro decêndio — ou seja, os primeiros dez dias — de março de cada ano.

Atualmente, a União destina ao FPM o equivalente a 24,5% da arrecadação do IR e do IPI, distribuídos da seguinte forma:

- 22,5% em repasses regulares, realizados em três decêndios por mês;

- 1% adicional, pago no primeiro decêndio de dezembro;

- 1% adicional, pago no primeiro decêndio de julho.

Além disso, o texto cria os fundos constitucionais de financiamento ao setor produtivo das regiões Sul e Sudeste, abastecidos com 1% da arrecadação do IR, do IPI e do IS. Os recursos serão destinados a uma instituição financeira de caráter regional, a exemplo do que ocorre atualmente com os fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Norte (FNO) e do Nordeste (FNE).

Segundo Jardim, o impacto orçamentário de cada um dos novos fundos de financiamento regional também seria de R$ 10,7 bilhões em 2027 e de R$ 11,2 bilhões em 2028.

Ainda de acordo com o texto, os novos repasses previstos não entram integralmente em vigor de imediato. Eles serão implantados de forma escalonada, da seguinte maneira: 0,5% a partir de 1º de janeiro de 2027 e os outros 0,5% a partir de 1º de janeiro de 2028.

Estadão
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