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IGP-10 sobe mais do que o esperado em setembro, mostra FGV

16 set 2026 - 08h37
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Resumo
O IGP-10 subiu 1,47% em setembro, superando as expectativas e acumulando alta de 3,29% em 12 meses, segundo a FGV. O avanço foi puxado pelo setor atacadista (IPA-10), que saltou 1,90% diante de incertezas climáticas com o El Niño e tensões no Oriente Médio. O índice ao consumidor (IPC-10) também avançou 0,44%, pressionado por reajustes na energia elétrica residencial e no preço dos cigarros, enquanto o custo da construção civil (INCC-10) desacelerou para 0,50% no período.

O Índice Geral de ‌Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 1,47% em setembro, depois de cair 0,51% no mês anterior, em resultado acima do esperado em meio às incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com isso, o ⁠IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 3,29%. ‌A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de alta de 1,25%.

O Índice de Preços ‌ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a ‌variação dos preços no atacado e responde por 60% ⁠do índice geral, subiu 1,90% em setembro, deixando para trás a queda de 0,69% no mês anterior.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o movimento entre os produtos agropecuários refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas com ‌o fortalecimento do El Niño.

"Seus efeitos sobre a safra brasileira ‌de grãos ainda não ⁠estão materializados, ⁠uma vez que o plantio da temporada 2026/27 está apenas começando. No ⁠entanto, a perspectiva de ‌um evento climático intenso ‌aumentou o prêmio de risco e estimulou movimentos de antecipação de compras por parte de empresas consumidoras de grãos, contribuindo para a pressão sobre os preços entre ⁠agosto e setembro", explicou ele.

Dias explicou que houve ainda volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, que vêm respondendo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde ‌por 30% do índice geral, registrou alta de 0,44% no mês, depois de recuar 0,47% em agosto.

"Nos preços ao consumidor, ⁠o destaque foi a tarifa de energia elétrica residencial, que subiu 7% com o fim do efeito do bônus de Itaipu. Ainda no IPC, o reajuste nacional da tabela de cigarros contribuiu para a alta de 16,47% do subitem", disse Dias.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez, subiu 0,50% em setembro, abaixo da taxa de 0,65% em agosto.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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