Ibovespa recua com exterior e balanços no radar; Petrobras sobe
O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, ainda sob efeito das preocupações com o conflito no Oriente Médio, mas uma bateria de resultados corporativos também ocupava as atenções na bolsa paulista, incluindo o balanço da Petrobras.
Às 11h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,65%, a 179.293,12 pontos, acumulando até o momento uma baixa de 5% na semana -- que se confirmada será a maior perda semanal desde meados de 2022.
O volume financeiro somava R$9,45 bilhões.
Em Wall Street, o S&P 500 cedia 1,59%, refletindo os temores com os potenciais reflexos na inflação oriundos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em sessão também marcada por dados do mercado de trabalho norte-americano.
Fevereiro registrou uma redução de 92.000 postos de trabalho nos EUA, enquanto economistas consultados pela Reuters previam abertura de 59.000 vagas. A taxa de desemprego na maior economia do mundo, por sua vez, aumentou para 4,4%.
Dada a ausência de sinais sobre um fim do conflito no Oriente Médio, a equipe da Ágora Investimentos destacou que investidores evitam aumentar suas exposições ao risco e, em alguns casos, até realizam os lucros recentes.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN avançava 3,71%, após a petrolífera divulgar o resultado do último trimestre do ano passado, com fluxo de caixa livre de R$19,34 bilhões, enquanto anunciou proposta de remuneração aos acionistas de R$8,1 bilhões. O Ebitda ajustado somou R$59,9 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 46,3% ante um ano antes. No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent subia 6,85%.
- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,33%, com o setor como um todo no vermelho, sofrendo com a aversão a risco oriunda do cenário externo. BRADESCO PN perdia 1,56%, BANCO DO BRASIL ON cedia 1,88%, SANTANDER BRASIL UNIT caía 2,07% e BTG PACTUAL UNIT era negociada em baixa de 1,38%.
- VALE ON registrava declínio de 2,29%, também sucumbindo à pressão vendedora. Na China, o contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 1,38%.
- EMBRAER ON recuava 4,52%, após divulgar lucro líquido ajustado de R$832 milhões no quarto trimestre de 2025, assim como previsões para 2026, incluindo receita entre US$8,2 bilhões e US$8,5 bilhões neste ano. A fabricante de aviões também prevê entregar de 80 a 85 aeronaves comerciais em 2026, acima das 78 do ano passado, enquanto as entregas de jatos executivos foram estimadas entre 160 e 170, contra 155 em 2025.
- VAMOS ON caía 7,01%, um dia após a controladora Simpar anunciar um aumento de capital na holding e em controladas, com a BNDESPar como investidor âncora. A operação envolve a própria Simpar, além das controladas Vamos e Movida. SIMPAR ON e MOVIDA ON, que não fazem parte do Ibovespa, recuavam 3,97% e 7,8%, respectivamente. A BNDESPar também terá opção de comprar fatia da JSL.
- MRV&CO ON perdia 3%, em pregão negativo para construtoras, em meio ao avanço nas taxas dos contratos futuros de juros no Brasil. O índice do setor imobiliário cedia 1,3%. Também no radar está o balanço da MRV&Co, que será divulgado na segunda-feira.
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