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Ibovespa oscila perto do zero a zero com expectativa para eleição; Bradesco recua

23 out 2026 - 10h17
(atualizado às 13h11)
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Resumo
O Ibovespa operou perto da estabilidade nesta sexta-feira, refletindo a cautela do mercado a dois dias do segundo turno presidencial, marcado pelo empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. O pregão foi influenciado pela alta do petróleo, que impulsionou a Petrobras, e pela desaceleração do IPCA-15 para 0,32%. No setor corporativo, o Bradesco recuou devido ao aumento da inadimplência no terceiro trimestre, enquanto investidores projetam forte volatilidade fiscal após a definição das urnas.

O Ibovespa operava perto da estabilidade nesta sexta-feira, a dois ‌dias do segundo turno da eleição presidencial, com o noticiário corporativo destacando o resultado trimestral do Bradesco, que mostrou lucro em linha com as expectativas do mercado, mas piora em dado de inadimplência, o que afetava as ações do banco.

Por volta de 12h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, tinha variação positiva de 0,16%, a 204.451,59 pontos, tendo oscilado entre 203.428 e 204.898,52 pontos até o momento. O volume financeiro somava R$14,85 bilhões.

Pesquisas eleitorais têm mostrado uma disputa acirrada pelo Palácio do Planalto. Na ⁠noite da véspera, o Datafolha mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos ‌votos válidos. Na semana passada, o placar estava em 51% a 49% a favor de Flávio nos votos válidos, quando não são considerados os votos brancos e nulos e os indecisos.

Novos levantamentos estão previstos para o sábado, mas antes o foco deve ‌ficar no debate entre os candidatos na noite desta sexta-feira, na TV Globo.

"Independentemente ‌de quem vencer, o próximo governo precisará lidar com o aumento da dívida pública, o elevado endividamento das famílias ⁠e a desaceleração do crescimento econômico", afirmou relatório da Oxford Economics nesta sexta-feira.

"A aprovação de reformas relevantes exigirá negociações com o bloco de centro do Congresso. Embora um governo (de Flávio) Bolsonaro possa ter maior espaço político para avançar com reformas, sua agenda econômica e sua capacidade de obter apoio parlamentar permanecem incertas, especialmente na Câmara dos Deputados. Caso Lula seja reeleito, a governabilidade poderá ser mais desafiadora diante do aumento da representação do partido de (Flávio) Bolsonaro no Senado."

Agentes financeiros aguardam forte volatilidade na bolsa na segunda-feira, ‌independentemente do desfecho da eleição. No primeiro turno, liderado por Flávio, o Ibovespa fechou em alta de 7,7%. Parte do movimento decorreu da ‌expectativa de que uma mudança em Brasília ⁠vai melhorar as perspectivas fiscais ⁠para o país, mesmo com a visão de que não será um trabalho fácil.

Outubro tem registrado uma recuperação do fluxo de capital externo, com ⁠uma entrada líquida de R$20,157 bilhões até o dia 21, puxado principalmente por ‌um fluxo positivo de R$10 bilhões apenas ‌no dia 5, no primeiro pregão após o primeiro turno.

A pauta macroeconômica no Brasil ainda mostrou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve alta de 0,32% em outubro sobre o mês anterior, após aumento de 0,70% em setembro, acumulando alta de 4,62% em 12 meses. Economistas esperavam avanço de 0,43% na comparação mensal e alta de ⁠4,73% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters. 

No cenário internacional, a semana terminava com o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, em queda de 0,13%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos marcava 5,00%, de 4,95% na véspera. O barril do petróleo Brent avançava 2,56%, a US$116,07.

DESTAQUES

• BRADESCO PN recuava 0,45%, após divulgar lucro líquido recorrente de R$7,1 bilhões no terceiro trimestre, alta de 14,6% em ‌relação ao mesmo período do ano passado, em linha com as previsões no mercado. A carteira de crédito aumentou de 11,1% ano a ano, enquanto o índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,6%, de 4,1% um ano antes. ⁠O presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou nesta sexta-feira que observa uma pressão na inadimplência e no crédito no sistema financeiro no país. Na mínima, mais cedo, o papel chegou a cair quase 2,9%.

• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,19%, acompanhado por SANTANDER BRASIL UNIT, em queda de 1,48%. BANCO DO BRASIL ON subia 0,96% e BTG PACTUAL UNIT mostrava acréscimo de 0,11%.

• PETROBRAS PN avançava 2,37%, endossada pelo movimento do preço do petróleo no exterior. Na noite da véspera, a estatal disse que avalia positivamente a decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de postergar para 19 de novembro a realização da audiência pública sobre o Programa de Redução da Concentração no Mercado de Gás Natural (Gas Release).

• VALE ON valorizava-se 0,57%. CSN ON subia 2,22%, em pregão sem direção comum no setor, após fortes perdas na véspera. USIMINAS PNA mostrava acréscimo de 0,47% e GERDAU PN recuava 0,16%.

• TELEFÔNICA BRASIL ON, que opera sob a marca Vivo, caía 2,71%, em pregão negativo no setor. TIM ON perdia 1,79%.

• EMBRAER ON mostrava declínio de 0,33%, após divulgar nesta sexta-feira que sua carteira de pedidos consolidada atingiu US$35,7 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 14% na comparação anual e ultrapassando o recorde histórico registrado no trimestre anterior.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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