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Ibovespa marca 169 mil pontos pela 1ª vez com suporte de estrangeiro

21 jan 2026 - 11h49
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O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, tendo renovado máxima histórica intradia acima de 169 mil pontos, em meio a um começo de ano marcado por forte entrada de capital externo na bolsa paulista e perspectiva de continuidade de tal fluxo.

Por volta de 11h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,79%, a ‌169.250,72 pontos. As marcas de 167 mil, 168 mil e 169 mil pontos foram superadas pela primeira vez nesta sessão. O volume financeiro somava R$6,575 bilhões.

As ações ‌brasileiras continuam beneficiadas pelo movimento de rotação global de ativos em busca de diversificação, que marcou 2025, quando a bolsa registrou entrada líquida de estrangeiros de cerca de R$25 bilhões, segundo a B3. Neste ano, até o dia 19, o saldo está positivo em R$7,6 bilhões.

"É fluxo que explica essa alta da bolsa", afirmou o gestor de uma empresa de previdência complementar.

Novas tensões geopolíticas globais e preocupações em torno da política comercial dos Estados Unidos têm corroborado para a migração ‍de recursos, principalmente oriundos dos EUA, em meio a um cenário também de queda da taxa de juros norte-americana.

Estrategistas do JPMorgan avaliam que 2026 pode ser mais um ano com fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras, conforme investidores devem continuar buscando diversificação fora dos EUA, o que deve beneficiar emergentes.

A alocação de emergentes em fundos globais, observaram, está em níveis historicamente baixos e uma reversão à média dos ‌últimos 10 anos poderia se traduzir em aproximadamente US$25 bilhões em ingressos para o Brasil.

"O ciclo de afrouxamento monetário ‌no Brasil adiciona outra camada de otimismo", acrescentaram, citando que economistas do JPMorgan esperam um ciclo de cortes de 3,5 pontos percentuais, com início em março, levando a Selic a 11,50% no final de 2026.

A equipe do JPMorgan ponderou que uma possível escalada de tensões geopolíticas e comerciais globais podem afetar o apetite por mercados de maior beta, enquanto, no Brasil, os riscos residem em queda de juros mais lenta ou maior ruído político.

No contexto eleitoral local, investidores também repercutem nesta sessão nova pesquisa Atlas, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga todos os cenários de primeiro turno para eleição presidencial de outubro.

Também em foco está a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento com líderes mundiais em Davos, na Suíça, onde pediu nesta quarta-feira negociações imediatas para aquisição norte-americana da Groenlândia, acrescentando que não usará a força em sua campanha pela ilha.

Em Wall Street, o S&P 500 avançava nos primeiros negócios, com agentes analisando também números da Netflix.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 2,51%, uma vez que bancos costumam figurar entre as preferências de estrangeiros na bolsa. BRADESCO PN valorizava-se 2,66%, BTG PACTUAL UNIT tinha alta de 2,03%, BANCO DO BRASIL ON subia 0,93% e SANTANDER BRASIL UNIT mostrava acréscimo de 1,44%.

- VALE ON subia 1,92%, mesmo em sessão de fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou a sessão do dia com queda de 0,32%. Números de produção e preços da mineradora Rio Tinto também eram analisados.

- PETROBRAS PN valorizava-se 1,52%, em dia de oscilação modesta do petróleo no exterior, enquanto PETROBRAS ON subia 1,77%;

- GERDAU PN recuava 0,45%, entre as poucas quedas ‌do Ibovespa, em pregão de ajustes. Até a véspera, acumulava alta de quase 9% no ano.

- TIM ON cedia 1,69%. Relatório de analistas do Citi cortou a recomendação das ações para neutra e o preço-alvo dos papéis de R$27 para R$25.

- WESTWING ON, que não faz parte do Ibovespa, recuava 3,35% após Mastercard Brasil assumir 31,87% do capital social da companhia, em razão de "excussão de alienação fiduciária". Em carta à Westwing, a Mastercard disse que não pretende manter participação acionária na companhia.

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