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Ibovespa fecha em alta com apoio de bancos e Azzas como destaque

22 jun 2026 - 17h02
(atualizado às 17h40)
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O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, ‌recuperando o patamar dos 170 mil pontos, com as ações da Azzas 2154 em destaque após a companhia confirmar que avalia alternativa para a marca Farm. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,21%, a 170.370,38 pontos, com bancos entre os principais suportes, após marcar 170.749,76 pontos na máxima e 168.326,26 pontos na mínima do dia.

O volume financeiro no pregão somou R$23,99 bilhões. 

A bolsa paulista descolou de Wall Street, que ⁠teve um fechamento mais fraco, pressionado pelo setor de tecnologia. O índice Nasdaq caiu 1,33% e o S&P ‌500 recuou 0,37%, enquanto o Dow Jones subiu 0,29%. 

Na cena geopolítica, mediadores relataram que autoridades dos Estados Unidos e do Irã alcançaram "avanços encorajadores" na primeira rodada de negociações na Suíça, o que endossou novo alívio ‌nos preços do petróleo. 

Paquistão e Catar afirmaram que as partes concordaram ‌com um roteiro para um acordo final sobre o fim da guerra em 60 dias. 

O presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, afirmou a repórteres no final da tarde que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto. Mas acrescentou: "se o Irã não cumprir o acordo, ou se não se comportar adequadamente, farei o que for preciso".

No Brasil, a semana começou com nova piora nas previsões de inflação do mercado compiladas na pesquisa Focus do Banco Central, bem como nova alta na expectativa para a Selic ao final de 2026, para 14% ‌ao ano. 

Ainda assim, as taxas dos DIs recuaram, em especial entre os contratos de longo prazo, após o Tesouro ‌anunciar o cancelamento do leilão de ⁠títulos indexados à inflação ⁠programado para terça-feira.

Na visão de analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de baixa no curto prazo. 

"Para sair dessa ⁠tendência de baixa e retornar a um cenário neutro, o ‌Ibovespa precisará superar a região dos ‌174.900 pontos", afirmaram no relatório Diário do Grafista enviado a clientes nesta segunda-feira. 

DESTAQUES

• AZZAS 2154 ON disparou 10,48%, após a companhia divulgar no final da sexta-feira que contratou o Morgan Stanley para assessorar a avaliação de alternativas estratégicas envolvendo os ativos relacionados à marca Farm Rio, com o objetivo de destravar ⁠valor dessa marca.

• YDUQS ON subiu 5,23%, endossada por relatório do JPMorgan elevando a recomendação da ação para "overweight", citando expectativa de forte geração de fluxo de caixa livre. O preço-alvo, porém, passou para R$16,50, de R$18,50 antes.

• BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 3,1%, também apoiada por relatório do JPMorgan elevando a recomendação dos papéis para "overweight", bem como o preço-alvo, de R$61 para R$66. No ‌setor, ITAÚ UNIBANCO PN avançou 2,68%, BRADESCO PN subiu 1,2%, BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 0,82% e SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,26%.

• PETROBRAS PN avançou 0,95% e PETROBRAS ON subiu 0,69%, ⁠resistindo ao declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent caiu 3,31%, a US$77,90. A estatal divulgou que assinará na terça-feira um memorando de entendimentos com a petroleira mexicana Pemex para cooperação estratégica e técnica em projetos na indústria de petróleo e gás.

• VALE ON fechou com acréscimo de 0,2%, em dia de queda dos futuros do minério de ferro na China. Investidores também repercutiram notícias sobre a reunião de sexta-feira do conselho de administração da mineradora, que negou pedido da acionista Previ para destituição do presidente do colegiado, Daniel Stieler. O conselho, porém, convocou, a pedido da Previ, assembleia de acionistas para o dia 22 de julho para deliberar sobre o assunto.

• SUZANO ON recuou 2,75%, em sessão de queda do dólar ante o real. KLABIN UNIT recuou 1,17%.

• RANDONCORP PN, que não faz parte do Ibovespa, caiu 4,62%, após divulgar receita líquida consolidada de R$1,06 bilhão em maio, queda de 8,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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