Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Ibovespa cai com cenário externo sem tirar Brasília do radar

9 set 2026 - 10h19
(atualizado às 11h17)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Ibovespa recuava 0,6% nesta quarta-feira, pressionado pelo cenário externo adverso e pela cautela com a crise no STF e seus impactos na política nacional. No exterior, a alta do petróleo Brent amplia temores de inflação e juros altos nos EUA. As perdas do índice foram lideradas pelo setor bancário e imobiliário, enquanto Petrobras e Vale contiveram uma queda maior. Investidores também monitoram a disputa eleitoral e a entrada de fluxo estrangeiro, que segue sustentando o mercado brasileiro.

O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, com ‌o cenário externo endossando ajustes no pregão paulista, enquanto investidores seguem acompanhando a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais reflexos no cenário eleitoral.

Por volta de 11h05, o índice de referência do mercado acionário brasileiro cedia 0,6%, a 186.249,93 pontos, com as ações da Petrobras e da Vale atuando como um amortecedor na pressão negativa. O volume financeiro no pregão somava R$5,94 bilhões. 

O barril do petróleo sob o ⁠contrato Brent avançava 2,93%, a US$100,79, após uma escalada dos ataques no Oriente Médio, incluindo contra petroleiros, ‌frustrar esperanças de uma normalização do transporte da commodity na região.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, perdia 0,25%. 

De acordo com o responsável pela área de renda variável ‌da Criteria, Thiago Pedroso, o movimento do Brent reforça a preocupação ‌com a inflação justamente após a criação de empregos nos EUA em agosto reacender as apostas ⁠de alta dos juros no país.

No Brasil,  o ministro Flávio Dino, do STF, determinou nesta quarta-feira a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal um dia após o colega da corte, André Mendonça, ter ordenado o afastamento dele do cargo.

Os reflexos políticos da crise no STF sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "têm dado ainda mais impulso à campanha de Flávio ‌Bolsonaro (PL)", afirmou comentário da área de Sales and Trading do UBS a clientes nesta quarta-feira.

Na véspera, em meio ‌ao agravamento da tensão na corte ⁠e novas pesquisas mostrando um ⁠cenário acirrado na disputa presidencial, o Ibovespa chegou a 189.487,70 pontos, renovando máxima intradia desde o final de abril. 

Estrangeiros ⁠têm ajudado a sustentar o tom positivo no pregão ‌brasileiro recentemente, com uma entrada líquida ‌de R$5,3 bilhões em setembro até o dia 4.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,65%, em pregão de ajustes após sete altas seguidas, com o setor como um todo no Ibovespa com sinal negativo. BRADESCO PN caía 1,59%, BANCO DO BRASIL ON perdia 1,33%, SANTANDER BRASIL UNIT cedia 2,6% ⁠e BTG PACTUAL UNIT era negociado com declínio de 2,2%. Investidores também estão atentos a possíveis medidas do Banco Central para lidar com o endividamento da população.

• PETROBRAS PN subia 1,31% e PETROBRAS ON avançava 1,37%, apoiadas mais uma vez pelo movimento dos preços do petróleo no mercado internacional. O governo brasileiro publicou nesta quarta-feira no Diário Oficial da União medida ‌provisória que destina R$6,6 bilhões para subvenções de produção e importação de combustíveis.

• VALE ON registrava elevação de 1,1%, mesmo com a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o ⁠contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian fechou o pregão diurno com queda de 0,27%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON avançava 1,36%, tendo ainda de pano de fundo relatório de analistas do BTG Pactual iniciando uma recomendação tática de compra para os papéis.

• TENDA ON caía 4,1%, em pregão negativo para construtoras na bolsa paulista, com MRV&CO ON também na ponta negativa, com recuo de 2,93%. O índice do setor imobiliário mostrava queda de 1,87%, tendo no radar a alta das taxas dos contratos de DI. A Tenda também informou na véspera que Marcos Cruz assumiu a posição de presidente-executivo da companhia, em sucessão a Rodrigo Osmo.

• YDUQS ON avançava 2,61%. Relatório de analistas do JPMorgan reiterou recomendação "overweight" para os papéis, bem como o preço-alvo de R$17 e a preferência pelas ações em relação aos papéis da Cogna, citando uma perspectiva melhor para o segundo semestre. COGNA ON, que também tem recomendação "overweight" do JPMorgan, recuava 2,45%.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra