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Ibovespa bate novo recorde com Flávio à frente de Lula em pesquisas

9 out 2026 - 18h02
(atualizado às 18h08)
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Resumo
O Ibovespa atingiu recorde histórico ao fechar em alta de 1,38%, aos 209.066 pontos, acumulando valorização de 11,17% na semana. O otimismo foi impulsionado por pesquisas eleitorais que mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa presidencial, além da entrada de capital estrangeiro. Apesar de dados de inflação ficarem em segundo plano e do exterior positivo, analistas alertam para possíveis realizações de lucros e volatilidade, já que a alta reflete expectativas de alternância de poder.

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta, com ‌o índice batendo novos recordes históricos intradiário e de fechamento, após novas pesquisas sobre o segundo turno da disputa presidencial mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,38%, a 209.066,90 pontos, maior nível de fechamento da história. Na mínima do dia, a bolsa chegou a marcar 206.237,55 pontos e, na máxima, 209.713,45, maior nível intradiário. Na semana, a ⁠bolsa acumulou alta de 11,17%.

O volume financeiro no pregão desta sexta-feira somou R$56,08 bilhões.

Os mercados locais tiveram mais uma ‌sessão de euforia após, na noite de quinta-feira, uma pesquisa Datafolha mostrar Flávio com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula, um empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos ‌percentuais.

A tendência foi reiterada na manhã desta sexta-feira, com o levantamento ‌Atlas/Bloomberg também colocando Flávio na liderança do segundo turno, rompendo o empate técnico apontado em simulação feita ⁠em pesquisa anterior. O senador aparece com 51,1% contra 45,7% de Lula.

"O trade de eleitoral invadiu o mercado. Ainda temos um fluxo estrangeiro entrando se posicionando para o segundo turno aqui no Brasil", disse Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.

Contudo, a tendência de alta da bolsa brasileira pode ser testada na próxima semana.

"Não há cenário realístico para manter a bolsa nesse patamar. É simplesmente expectativa, projeção e vontade do mercado ‌de uma alternância de poder em 2027, e posicionamento", completou Sant'Anna.

"Depois da forte valorização acumulada, aumenta a possibilidade de ‌movimentos de realização de lucros e ⁠maior volatilidade, especialmente nos setores ⁠que lideraram o rali", disse Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil.

Com o noticiário eleitoral no foco, os dados ⁠do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostraram ‌que a inflação ao consumidor no ‌Brasil subiu mais do que o esperado em setembro, ficaram em segundo plano.

No exterior, as bolsas de Nova York também fecharam em alta, à medida que os investidores voltaram sua atenção para o início da temporada de resultados de empresas do terceiro trimestre na próxima semana, além da divulgação de dados ⁠sobre inflação. O S&P 500 subiu 0,60%.

O preço do petróleo também subiu no exterior, a medida que o furacão Isaias avançava em direção ao norte do Golfo do México e petrolíferas interrompiam mais de 70% da produção de petróleo bruto em águas americanas. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$104,72, alta de 0,42%.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançou 0,94% e PETROBRAS ON subiu 1,82%, ‌em linha com o desempenho da commodity no exterior.

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 2,27%, BRADESCO PN avançou 0,46%, BTG PACTUAL teve alta de 5,02% e BANCO DO BRASIL ON avançou 1,57%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT ⁠perdeu 0,86%

• VALE ON subiu 0,38%, em dia de queda do minério de ferro no exterior. O contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian, na China, fechou o pregão diurno com queda de 1,16%, a US$101,93 por tonelada métrica, seu menor nível desde 9 de abril de 2025.

• MAGAZINE LUIZA ON saltou 19,22%, em dia de recuo nas taxas longas dos juros futuros. Outras varejistas como LOJAS RENNER ON e C&A MODAS ON subiram 11,56% e 8,38%, respectivamente.

• MRV ON disparou 21,62%, liderando os ganhos do Ibovespa, após o grupo imobiliário e de construção anunciar que encerrou o terceiro trimestre com geração de caixa de R$456 milhões, impulsionada por fatores que incluíram vendas de ativos.

• CURY ON subiu 9,66%. A empresa divulgou prévia de resultados de julho a setembro, que mostrou um crescimento de 8,8% na geração de caixa ante o mesmo período do ano passado, para R$253,6 milhões.

• TENDA ON subiu 4,78%, após divulgação de prévia operacional que mostrou crescimento de 4,4% nas vendas do período, totalizando R$1,29 bilhão.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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