Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

'IA empodera a inteligência, mas também a burrice', diz CEO da plataforma de dados e IA Zoox

Para servir ao setor de energia, bases de dados precisam ser bem estruturadas e organizadas, diz o especialista, no Energy Summit

24 jun 2026 - 13h03
Compartilhar
Exibir comentários

RIO - O uso inteligente de dados é crucial para o futuro do setor de energia. A conclusão é de especialistas que participaram na manhã desta quarta-feira, 24, da mesa "Dados como novo petróleo: o desafio da informação na energia", no segundo dia do Energy Summit, no Rio de Janeiro.

O encontro na Marina da Glória, entre os dias 23 e 25, discute o futuro da energia, da inovação e da sustentabilidade, reunindo os principais nomes do setor. Da mesa sobre os dados, participaram o CEO da plataforma de dados e Inteligência Artificial Zoox Smart Data, Rafael de Albuquerque; o superintendente de tecnologia da Light, Reynaldo Nogueira; e a coordenadora do Laboratório de Inovação da Serasa, Nanci Leisnoch.

A discussão sobre 'Dados como novo petróleo: o desafio da informação na energia' pautou um dos painéis do segundo dia do Energy Summit, no Rio de Janeiro
A discussão sobre 'Dados como novo petróleo: o desafio da informação na energia' pautou um dos painéis do segundo dia do Energy Summit, no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Albuquerque, da Zoox, destacou que, enquanto todo mundo quer falar de inteligência artificial, pouca gente dá atenção às suas bases de dados.

"A IA empodera a inteligência, mas também a burrice", afirmou. "Antes de qualquer coisa, é preciso organizar e estruturar as bases de dados, qualificá-las com dados externos, conjugar informações; IA em cima de dado burro é uma catástrofe."

"Essa metáfora dos dados como o novo petróleo, para nós, é praticamente ultrapassada", afirmou Nanci Leisnoch, da Serasa, maior empresa para análises e informações para decisões de crédito no Brasil. "Sabemos que o petróleo pode ser substituído por outras fontes de energia, ele é usado, queimado e não pode ser usado de novo; já o dado é uma matéria-prima perene, que você usa e reusa para criar mais dados; para nós, o dado é como solo fértil, quanto mais trabalhamos nele, mais fértil ele se torna, é a fundação de toda a decisão."

Reynaldo Nogueira, da Light, concordou com a colega. Ele lembrou que, em 2019, o mundo gerou 45 zatabytes de dados, número que saltou para 175 zetabytes este ano.

"O setor de energia vive um momento único de transição, e não só de transição energética", afirmou Nogueira. "Precisamos saber como usar melhor os dados, é um desafio semelhante ao de quando olhamos para o setor de óleo e gás: a gente tem uma reserva, mas para conseguir gerar um produto final de valor agregado, precisamos da etapa de refino; no caso dos dados, a reserva está lá, mas temos que saber como gerar algo de valor."

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra